Aumenta quantidade de embalagens de agrotóxicos recolhidas em MT
29 de abril de 2013

Devolução de embalagens de defensivos agrícolas pelos produtores de Mato Grosso aumentou 0,3% no 1º trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 2,319 mil toneladas, ante 2,311 mil em 2012. Quantidade de embalagens retiradas do meio ambiente no Estado corresponde a 25% do total coletado em todo Brasil. No restante do país, o sistema de logística reversa resultou na retirada de 9,279 mil toneladas do material nos primeiros 3 meses deste ano, mas o volume é 2% menor que o registrado para igual período de 2012, quando totalizou 9,481 mil (t). Informações são do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), que mantém em Mato Grosso 30 unidades de recebimento, sendo 14 centrais, localizadas nos municípios de Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Campos de Júlio, Canarana, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Mirassol D’Oeste, Nova Mutum, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Sorriso (duas centrais) e Tangará da Serra.
De acordo com o instituto, 94% das embalagens plásticas primárias são devolvidas pelos agricultores em mais de 400 unidades de recebimento distribuídas por todo o território nacional. Produtor no município de Tapurah, Silvésio de Oliveira relata que agenda a devolução dos defensivos utilizados nas lavouras de soja e milho duas vezes por ano. “Neste ano, fiz a entrega em janeiro e a próxima está programada para junho”.
Nesse intervalo, ele mantém as embalagens vazias em um depósito exclusivo, na propriedade onde cultivou 1,4 mil hectares de soja e 1,350 mil hectares de milho. Como utilizou mais defensivo na safra 2012/2013, o número de embalagens que estão sendo devolvidas também aumentou. De acordo com a analista de agricultura da Federação da Agricultura e Pecuária (Famato), Karine Gomes Machado, os produtores costumam concentrar as devoluções após o término das colheitas de milho, soja e algodão. “Eles preferem deixar para o final do ano, quando limpam a propriedade e começam a preparar a próxima safra”.
Por isso o crescimento no volume de embalagens coletadas no 1º semestre do ano é menor. Para a analista, deveria haver mais pontos de recolhimento no Estado, para facilitar esse trabalho para o produtor, que tem se comprometido em levar as embalagens até esses locais. “Manter esse sistema de logística reversa tem um custo e o ideal seria que houvesse uma unidade em cada município”. Esses pontos são mantidos pelas indústrias e revendas de defensivos agrícolas. Depois de recolhidas, as embalagens são enviadas para reciclagem ou incineração.
Inauguração - Mato Grosso terá a 31ª unidade de recebimento de embalagens vazias de defensivos agrícolas. O novo posto, situado em Nova Monte Verde e gerenciado pela Associação Empresarial dos Negócios da Agropecuária (Aena), já está licenciado e entrará em funcionamento na 1ª semana de maio.

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