Soja: cotações em Chicago revertem perdas durante a madrugada
25 de abril de 2013

Os contratos de curto prazo voltaram a registrar altas significativas nesta quinta-feira (25) depois de  encerrar em queda na sessão anterior estimulados por  um movimento de realização de lucros. Após os ajustes de posições realizados pelos operadores, vem prevalecendo no mercado o sentimento de que os estoques continuam apertados nos EUA. Por volta das 8h (de Brasília) o mercado em Chicago trabalhava com alta de 13,25 pontos para o vencimento maio, cotado a US$14,17/ bushel. Vencimento julho era negociado a US$13,58/bushel com alta de 13,25 pontos e o setembro US$12,36/bushel alta de 10,5 pontos.
Na última quarta-feira (24) as cotações encerraram com forte queda na Bolsa de Chicago. As baixas nos principais vencimentos ficaram entre 10,50 e 15,75 pontos, com os contratos de curto prazo registrando as perdas mais acentuadas.
Segundo analistas, os traders optaram por realizar lucros nas posições mais curtas após os expressivos ganhos das últimas semanas. O mercado vinha se focando nos fundamentos de oferta e demanda, principalmente nos ajustados estoques norte-americanos e na alta procura pela soja do país, onde até mesmo as intensas altas nas cotações no mercado físico do país.
Já os vencimentos de mais longo prazo caíram, novamente, em função do mercado climático nos EUA. As previsões indicam uma boa melhora nas condições de clima do país, após um cenário de baixas temperaturas, chuvas excessivas e até mesmo neve em alguns locais ter causado um significativo atraso no plantio de grãos. Até o último domingo, 21 de abril, apenas 4% da área de milho havia sido plantada, contra 16% do ano passado.
O temor do mercado agora é de que caso esse atraso no plantio do milho se agrave, muitos produtores tenham mudar de cultura, a qual poderá ser a soja, resultando em uma área maior para a oleaginosa.
"Nós continuamos tendo muita soja no Brasil e na Argentina, então a expectativa de uma grande safra da América do Sul e dos Estados Unidos tem provocado essa queda nos preços. E também se for observado o crescimento chinês, ele tem sido mais fraco, e a combinação desses fatores", explicou o analista de mercado Daniel D'Ávilla, da New Edge, de Nova York.
Na sessão desta quarta, o milho fechou com ligeira alta. Depois das consecutivas baixas dos últimos dias, os futuros do grão subiram refletindo uma notícia de que a uma das principais empresas de produção de etanol dos EUA, a Poet LLC, estaria retomando sua produção em uma planta no estado do Missouri paralisada desde fevereiro.
"Hoje entrou um pouco de interesse nesse mercado, mas não significa que essa seja uma tendência de alta para os preços do milho, não há nada de novo", explicou D'Ávilla.

Fonte: Notícias Agrícolas

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