Orçamento para comercialização de safra pode crescer 166% e chegar a R$4 bi
13 de novembro de 2008

Autor: Fabiana Reis/A Gazeta

A agricultura brasileira poderá ter um incremento de 166,6% no orçamento de apoio à comercialização dos produtos agropecuários no ano que vem. O orçamento anual repassado pela União para esta finalidade é de R$ 1,5 bilhão (que este ano foi totalmente aplicado) e em 2009 pode aumentar para R$ 4 bilhões. A alta é uma reivindicação do setor agropecuário junto ao governo federal e os R$ 2,5 bilhões adicionais são de uma emenda apresentada pelo senador mato-grossense Gilberto Goellner (DEM).

O montante solicitado pelo senador foi aprovado ontem no Senado, mas ainda será apreciado pelo relator-geral do Orçamento 2009, o senador Delcídio Amaral (PT-MS). "O senador tem que acatar a emenda, que será enviada ao Congresso Nacional para que seja aprovado. Caso isso ocorra tem o orçamento poderá ou não ser vetado pelo governo", diz ao explicar que Mato Grosso será um grande beneficiado do incremento no orçamento já que ele propiciará a fixação de preços mínimos e outras ações de comercialização.

Goellner acrescenta ainda que em reuniões feitas com representantes do governo federal, principalmente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e também ao Ministério da Fazenda, a necessidade de mais recursos para a comercialização da safra 2008/2009, devido principalmente à crise financeira enfrentada internacionalmente. Dessa forma, os produtores teriam pelo menos, como cobrir os custos da produção e não ficar totalmente no prejuízo.

Segundo o senador, entre as ações que poderão ser feitas para apoiar a venda da safra estão a realização de leilões, políticas de preço mínimo, e também de programas de Empréstimos do Governo Federal (EGF) e de Aquisição do Governo Federal (AGF). Já os produtos que poderão utilizar os mecanismos do governo estão a soja, arroz, feijão, trigo, algodão e milho, abrangendo grãos e fibras. "O setor está enfrentando dificuldades e o governo tem de entender a situação. Até mesmo o governador Blairo Maggi já esteve em Brasília pedindo mais recursos para que os agricultores consigam, com os preços mínimos cobrir dos custos da produção, que aumentaram mais de 40% em relação ao ano passado".

A reunião que aprovou a adição dos R$ 2,5 bilhões ao orçamento contou ainda com a participação do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Lima.

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