Falta de estruturas em portos brasileiros compromete exportação da soja matogrossense
21 de março de 2013

A falta de estruturas nos portos brasileiros está criando um cenário preocupante e pode afetar o escoamento da produção de soja de Mato Grosso para a China.
 
Nos últimos dias tem se formado filas gigantescas de caminhões nos terminais de embarque e desembarque dos portos e muitos navios que vem da China com o intuito de levar a produção, acabam voltando vazios.
 
“O que está acontecendo hoje no Brasil é que muitas companhias brasileiras, tradings internacionais que escoam soja e milho a partir dos portos não estão cumprindo os prazos e estão carregando os produtos em portos americanos.
Infelizmente o Brasil está muito lento, onde as reformas de bases não estão acontecendo e quem vai pagar essa conta é a agricultura brasileira. O governo brasileiro tem que fazer investimentos maciços de maneira prioritária na questão de infraestrutura de logística”, argumenta o empresário e agricultor de Lucas do Rio Verde, Marino Franz.
 
O grupo chinês Sunrise, por exemplo, deve cancelar a compra de 2 milhões de toneladas de soja do Brasil por causa dos atrasos nos embarques provocados pelos congestionamentos nos portos.
 
“Na verdade não é que a China não vá comprar mais essa soja, ou seja, as empresas que venderam para a China vão cumprir o contrato, porém, vão entregar soja norte-america, pois nossos portos não estão dando fluxo para receber as 182 milhões de toneladas que os produtores brasileiros vão colher esse ano”, finalizou Franz.

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