Deputados cobram soluções para estradas de Mato Grosso
18 de março de 2013

Preocupados com o estrangulamento das rodovias por falta de condição de trafegabilidade, que são essenciais para o escoamento da safra agrícola de Mato Grosso que é o maior produtor do Brasil de grande parte dos grãos e da carne animal, os deputados Luciane Bezerra, líder do PSB e Zeca Viana, líder do PDT percorrem várias regiões de Mato Grosso para ouvir os produtores e principalmente articularem soluções que terão que contar com o suporte federal, já que o Governo de Mato Grosso não tem sinalizado com perspectivas positivas
 
“Vou a Alto Taquari, Alto Araguaia e Rondonópolis para ver o estrangulamento no transbordo de caminhões para a Ferrovia Vicente Vuolo”, disse a líder do PSB, Luciane Bezerra lembrando que o caos de agora é  ecorrente da falta de uma política de planejamento de longo prazo. “Estou debruçado em vários documentos que me foram repassados que demonstram que o Governo do Estado fez uma licitação de R$ 30 milhões para manutenção das rodovias. Os  ecursos foram gastos e cadê as obras”, disparou a parlamentar estadual.
 
Já Zeca Viana, líder do PDT frisou que se reuniu na última sexta-feira com produtores rurais da região de Espigão do Leste no município São Félix do Araguaia, 1,145 km de Cuiabá para lançar o plano emergencial de recuperação de um trecho de 140 quilômetros da MT-322 - entre o entroncamento da VR-158 (em Bom Jesus do Araguaia) e a comunidade.
 
Com o apoio do deputado, que é presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, os produtores decidiram por contra própria iniciar a recuperação do trecho que não é pavimentado e além dos grandes buracos costumeiros, enfrenta os atoleiros. Amanhã osprodutores começam a restaurar 40 km considerados críticos.
 
“A população vai ter que pagar duas vezes. Os produtores já pagam o Fethab para a recuperação das estradas, mas na ausência do Estado vai ter que assumir a responsabilidade dessa via pública”, disse Zeca.
 
Responsáveis por mais de 160 mil hectares de terra plantada, os produtores da região de Espigão do Leste contam que a produção 500 mil toneladas de soja e milho estão paradas no estoque (ou ainda na lavoura) por falta de condições de escoamento. Até agora eles colheram cerca de 40% da área plantada.
 
“O que me deixa entristecido e decepcionado é que nos últimos anos, o Estado arrecadou R$ 1,8 bilhão com o Fethab e não consegue demonstrar aonde estes recursos foram consumidos e se foram consumidos no que trouxeram benefício para a sociedade”, disparou Zeca Viana que prevê um ano difícil para a arrecadação de impostos justamente pela falta de estrada para escoamento da produção agrícola, a maior riqueza do Estado.

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