Conab prevê alta de 11% na produção de soja em Mato Grosso
7 de fevereiro de 2013

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção de soja na safra atual atinja 24,4 milhões de toneladas, crescimento de 11,9% em relação a produção na safra anterior, quando somou cerca de 21,8 milhões de toneladas. Os números fazem parte do quinto levantamento de grãos, divulgado hoje. Em relação a análise anterior, a estimativa de produção da oleaginosa teve leve incremento. Na ocasião, estimou-se 24 milhões de toneladas (9% a mais em relação a safra 2011/12).

A produtividade prevista não alterou em relação ao estudo anterior, mantendo-se em  3.127 quilos por hectare, acréscimo de 0,1% ante a safra passada. Quanto a área destinada à cultura, a Conab aponta aproximadamente 7,8 milhões de hectares, 12% a mais quando feito o mesmo comparativo. No 4º levantamento, a companhia apontava uma área em torno de 7,6 milhões de hectares.

Conforme a pesquisa, a ocorrência de um possível comprometimento na produção provocada pelo clima no início do plantio e ocorrência de chuvas na colheita não foram captadas pelos questionários da pesquisa atual.

Nacionalmente, a nova estimada de produção da oleaginosa é de 83,4 milhões de toneladas, acréscimo de 25,7% ante o resultado da safra anterior (66,3 milhões/t). A produtividade estimada é de 3.018 kg/ha (+ 13,8% no comparativo). Já em relação a área, estima-se pouco mais de 27,6 milhões de hectares (+ 10,4% ante 2011/2012).

Oferta e Demanda
A companhia apontam que os preços no mercado internacional continuam em patamares altistas e estáveis, devido à grande demanda e aos baixos estoques mundiais. Muito desta estabilidade deve-se, também, ao fato de uma preocupação com o clima na Argentina e uma provável seca na época de plantio e colheita nos Estados Unidos.

Apesar das projeções, a tendência é de que os preços no mercado internacional fiquem em patamares mais modestos que os praticados na safra 2011/12, devido ao início da colheita das safras atuais brasileira e Argentina, deslocando para baixo os preços no mercado interno.

A companhia projeta ainda que as exportações brasileiras da oleaginosa poderão ultrapassar as 37,78 milhões de toneladas estimadas para 2013, a depender, apenas, de logística, sobretudo dos portos e dos preços dos fretes, já que a demanda internacional, principalmente para a china, continua bastante aquecida.
 

Fonte: Só Notícias/Karoline Kuhn/Editoria

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