Glauber cobra atitudes mais severas contra adulteração de fertilizantes
22 de janeiro de 2013

O presidente da Associação de Produtores de Soja e Milho do Brasil (Aprosoja), Glauber Silveira, cobrou atitudes mais enérgicas do governo federal em relação a fiscalização da qualidade dos fertilizantes. De acordo com ele, o índice de adulteração nas fórmulas é alto e o caso já ocorre há alguns anos, no entanto, a legislação não contribui em penalidades para as fábricas e misturadores.

"A Aprosoja Mato Grosso fez um estudo a cerca de três anos, quando fizemos acompanhamento, e identificamos que 30% dos fertilizantes daqui do Mato Grosso estavam adulterados", destacou.  Segundo o produtor, fórmulas 02020 eram adquiridas, no entanto, na prática, os produtores recebiam adubo 01211. "Ou seja, aquele produtor que pagou por uma tonelada de adubo, ele estava pagando por uma tonelada mas recebendo praticamente a metade", destacou.

Silveira destacou que a principal dificuldade é se comprovar a reincidência nas adulterações. "Muitas vezes você chegou numa fábrica, viu que era o 02020 que estava adulterado. Daqui uma semana, vai o fiscal novamente e já não é mais o 02020 mas é o 01818. Eles não consideram isso mais reincidência. Isso é um absurdo", criticou.

O produtor lembrou que a situação poderia se relevada se a diferença na fórmula fosse pequena, seguindo por exemplo a margem de erro existente que é de 10%. "Então você vai ao misturador e ele diz que é mistura, que não tem como controlar. Mas se não tem como controlar um negócio dessa natureza? então neste sentido não venda", reforçou.

Segundo Glauber, a Aprosoja e outras entidades ligadas ao setor deverão buscar, neste ano, medidas mais firmes contra as indústrias de fertilizantes e misturadores "porque o que eles estão fazendo é um absurdo, é um roubo no bolso do produtor", pontuou. "O que precisamos do ministério é que nos ajude a mudar essa legislação que é totalmente protecionista", finalizou.

Fonte: Só Notícias/Karoline Kuhn/Editoria

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