Produtores de algodão em MT ganham sistema para controle de lagartas
17 de janeiro de 2013

Os produtores mato-grossenses de algodão contarão, nesta safra, com uma nova ferramenta de combate a lagartas: o Sistema de Alerta de Pragas Emergentes (SAP-e).  O projeto está sendo conduzido pelo pesquisador Miguel Soria, entomologista do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) e, começou a ser instalado na última semana, em fazendas dos municípios de Primavera do Leste, Santo Antônio do Leste, Campo Verde, Jaciara, Rondonópolis, Itiquira e Pedra Preta, informou assessoria.
                                                                                                                              O SAP-e está utilizando armadilhas iscadas com feromônios sintéticos (substâncias químicas que, captadas por animais de uma mesma espécie, permitem o reconhecimento mútuo e sexual dos indivíduos) para atração de mariposas, além de armadilhas luminosas que atraem esses insetos pela luz. As armadilhas ficarão nas lavouras por um período de aproximadamente 90 dias (o plantio da safra 2012/13 foi iniciado em dezembro), passando por quase todo o período de maior suscetibilidade da cultura às pragas (emissão de botões, florescimento e formação de maçãs). “Se a incidência de mariposas for muito grande, a chance de se ter uma infestação de lagartas capaz de causar prejuízos nos cultivos é maior”, explica o pesquisador.

Com a informação sobre a população de mariposas na área, é possível ao produtor se prevenir, alertando a equipe de monitoramento para que tenha mais rigor nas vistorias dos talhões, podendo planejar e reposicionar o controle químico sobre o alvo correto, de modo a aumentar a eficiência do combate e minimizar riscos e prejuízos à plantação. Soria destaca que a implantação do sistema vai permitir identificar, pelo adulto, qual a espécie de lagarta predominante na área no caso da ocorrência de populações mistas de lagartas muito semelhantes, como a lagarta-das-maçãs  e lagarta-da-espiga-do-milho.

O projeto é inédito e,  a princípio, restrito a nove fazendas. Nesta primeira etapa, apenas os proprietários das áreas selecionadas terão acesso as informações, porém, na medida em que o sistema for  ampliado, novas informações sobre a infestação de pragas serão geradas e poderão ser úteis a mais agricultores.

"Um dos objetivos do IMAmt é justamente reduzir os custos de produção dos produtores e isso inclui o uso mais eficiente dos produtos agroquímicos, daí a importância de projetos de prevenção como o SAP-e”, comentou Alvaro Salles, diretor executivo do IMAmt.
A implantação do SAP-e também vai gerar dados para outros trabalhos relacionados ao Manejo Integrado de Pragas do Algodoeiro.

Fonte: Só Notícias/Agronotícias

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