Sem políticas de incentivo, etanol de segunda geração não evoluirá
26 de novembro de 2012

O mercado norte americano deverá importar mais etanol e elevar a participação dos biocombustíveis avançados na sua matriz energética nos próximos anos e essa seria uma boa oportunidade para o Brasil. A afirmação de Martinho Ono, CEO da SCA Etanol. Mas para o especialista, o etanol celulósico não evoluiu na velocidade prevista, e alerta. “Não vejo problema do Brasil ampliar sua participação no combustível avançado porém terá que receber políticas publicas de incentivo”, revela.
 
Ele afirma que o Brasil tem grande oportunidade no exterior e no mercado interno e vem crescendo na demanda dos biocombustivies, mais do que o PIB, contudo adverte que as destilarias brasileiras estão paradas no tempo e isso fará com que o governo dê atenção ao renovável para minimizar o volume de importação de petróleo. “As refinarias estão com investimentos definidos para essa década e o nosso petróleo é mais voltado para diesel do que gasolina, por isso o Brasil deverá investir no renovável ou terá que importar gasolina, de forma mais onerosa”, diz.
 
Para Ono, o foco do país deverá estar voltado para a segunda e terceira geração para ajudar a suprir a demanda futura. “Mas estamos no campo da promessa”, enfatiza.
 

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