Primeiro foco de Ferrugem Asiática em MT é achado em Alto Araguaia
14 de novembro de 2012

O primeiro foco de Ferrugem Asiática em Mato Grosso acaba de ser encontrado no município de Alto Araguaia, na região sul. O registro foi feito através do Consórcio Nacional Antiferrugem, por meio do sistema de monitoramento online de dispersão da doença, segundo alerta a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).
 
 
O fungo foi localizado em soja guaxa e, de acordo com o gerente institucional da Aprosoja, Nery Ribas, o tempo seco estava ajudando no controle da doença, mas com a intensificação das chuvas, o fungo, que estava latente nestas plantas, encontrou o ambiente necessário para se desenvolver.
 
 
Durante o último vazio sanitário, a Aprosoja percorreu o Estado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e apontou a existência de quantidades preocupantes de sojas guaxas à beira de rodovias, obras e terrenos urbanos.
 
 
Um alerta foi feito para os produtores, para redobrar os cuidados e aumentar a atenção sobre a possibilidade de focos. Ribas aconselha os produtores a acompanhar o mapa de dispersão da ferrugem no site do Consórcio.
 
 
“Ainda não registramos nenhum caso em lavoura, mas este ano o número de plantas guaxas com a presença de esporos do fungo foi bem maior do que nos outros anos, e isto pode ser uma ‘ponte’ para a disseminação da doença”, disse o gerente da Aprosoja.
 
 
A ocorrência foi registrada pela Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal do Mapa. De acordo com o coordenador do ministério, Wanderlei Dias Guerra, pelo menos 80% das plantas que nasceram às margens das estradas durante o período do vazio sanitário eram portadoras da ferrugem asiática.
 

Capacitação contra a Ferrugem
 
Na próxima sexta-feira (16) será realizado um treinamento para os técnicos que irão atuar na análise e identificação dos casos de ferrugem nos 10 mini-laboratórios do projeto Antiferrugem, instalados em todas as regiões do estado.
 
 
O treinamento será realizado por Wanderlei Dias Guerra, no laboratório de Fitopatologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.
 
 
Os técnicos serão capacitados para operar os equipamentos e dar suporte ao produtor rural na identificação da doença. O projeto conta com a parceria da Embrapa e da empresa Basf, fornecedora dos Digilabs.

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