Apenas 7% de safra 2008/09 de soja foi comercializada
7 de agosto de 2008



A forte oscilação nos mercados futuros da soja - que se acentuou desde o início do ano e nos últimos 30 dias provocou desvalorização de 25% nos preços internacionais da commodity - paralisou as negociações entre indústrias e produtores. Até 1º de agosto, apenas 7% da safra que será colhida em janeiro foi negociada, percentual que no ciclo passado foi de 21% e, na média dos últimos cinco anos, de 10%. "Todos os agentes estão reticentes em fechar negócios. Por isso, essa comercialização antecipada, que é popular nessa cultura, acabou este ano fluindo de forma mais lenta", diz Fábio Trigueirinho, secretário-geral da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Essa adaptação à volatilidade, no entanto, não afeta o abastecimento, segundo José Luiz Glaser, diretor do complexo soja da Cargill no Brasil. Isso porque as empresas exportadoras estão bem abastecidas com a matéria-prima que foi adquirida nesta safra.

Até agora, a empresa negociou antecipado menos da metade do volume que havia fechado em agosto de 2007. "Quando as cotações estavam altas, o produtor não quis negociar pois achava que iria subir mais. Para as tradings, aquele momento era menos arriscado porque as chances de os preços subirem mais eram menores, portanto, havia menor possibilidade de terem que enviar muitos recursos para cobrir margens nas bolsas", afirma o diretor da Cargill, que movimentou no ano passado 15% da safra de soja do Brasil.

Autor: Gazeta Mercantil

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