Agrotóxico em lavouras é essencial para produção, diz Aprosoja de MT
22 de outubro de 2012

O uso de agrotóxicos no plantio das lavouras de soja em Mato Grosso é essencial para a sustentabilidade da atividade. É o que afirma o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Carlos Henrique Fávaro, de olho nos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostram o aumento no número de estabelecimentos que utilizam agrotóxicos no país.
 
 
Apesar dos dados fazerem referência ao cenário de 2006, para Fávaro, a compra desses produtos, atualmente, não diminuiu, pelo contrário, se tornou fundamental para a continuidade do plantio dos grãos em Mato Grosso. Conforme ele, para manter a produção em crescimento, sem precisar aumentar novas áreas, o uso dos insumos é necessário e sustentável.
 
 
"Como é possível fazer até três safras por ano, considerando a pecuária, e ter a produção aumentando a cada ano sem precisar abrir novas áreas?", questiona ele apontando que o agrotóxico faz esse papel de conciliador. De acordo com ele, a sustentabilidade do negócio ganha força com o uso de produtos cada vez mais eficazes, por outro lado, menos nocivos ao meio ambiente.
 
 
Os dados do IBGE, divulgados nesta última sexta-feira (19) apontam que 66% dos entrevistados utilizam agrotóxicos. Mas na maioria dos estabelecimentos onde houve utilização de agrotóxicos não recebeu orientação técnica (56,2%).
 
 
O informe do IBGE aponta que os produtores, em sua maioria, se utilizam das tecnologias disponíveis de acordo com o sistema de produção predominante. Com o passar dos anos, há uma tendência do agricultor se especializar e lançar mão mais intensamente destas tecnologias, em detrimento de outras, como, por exemplo, as praticadas na agricultura orgânica ou agroecológica, que obteve baixa adoção entre os estabelecimentos (1,7%).
 
 
Associado a isso, há também uma utilização pouco expressiva da rotação de culturas em relação ao total de estabelecimentos (12,4%), principalmente, se for considerado que mais da metade deles não recebe assistência técnica para a aplicação desta prática (54,9%). Este cenário também não teve alteração na opinião do presidente da Aprosoja.
 
 
Ele explica que a rotação de culturas é impraticável em Mato Grosso porque o estado não tem estrutura logística para armazenar a produção. "A safra e a safrinha não podem ser consideradas com rotação de culturas, já que dentro da possibilidade agronômica é necessário uma restrição de plantio de aproximadamente um ano".

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