Mato Grosso pode usar milho excedente para produção de biocombustíveis
25 de setembro de 2012

 Avanço na produção e ampliação do mercado de etanol para os produtores mato-grossenses poderia ser promovido com o aproveitamento do milho, previsto para dobrar o volume na próxima década em Mato Grosso. Investimentos em infraestrutura podem facilitar um ganho de competitividade ao produto estadual, diz o gestor do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca.
 
 
Para ele, a tendência natural é aumentar a industrialização, com a consolidação da produção de grãos. “Com esses investimentos em infraestrutura seria sanado um dos principais entraves à indústria e o volume produzido de milho ainda será muito grande, criando um ambiente favorável até mesmo para produção de etanol”.
 
 
Para o pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Planejamento Energético da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Ivo Dorileo, os debates atuais contrapõem a produção de bionergia à produção de alimentos. “Mas a questão do etanol e do açúcar no Brasil está aquém da demanda e precisa avançar, tanto em produtividade dos canaviais quanto em áreas plantadas, o que é complicado pela necessidade de um desenvolvimento sustentável”.
 
 
Para ele o governo deveria impor uma política pública de combustíveis. “E essa política de reduzir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) é totalmente inversa a esse cenário, além de incluir veículos pouco econômicos”.
 
 
 Economista especializado em agronegócio, Amado de Oliveira Filho concorda que a produção de etanol no Brasil está estagnada enquanto o consumo é crescente.
 
 
“O resultado disso é que vai continuar faltando etanol”. Segundo o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindálcool/MT), Jorge dos Santos, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou ao setor que precisa aumentar a produção de cana em 400 milhões de toneladas até 2020 para garantir o suprimento de 65% da demanda nacional. “Em junho desse ano fomos avisados de que o país precisava de 150 milhões de toneladas de cana emergenciais”.
 
 
Avançar na produção de cana em Mato Grosso é difícil, avalia o economista, por estar restrita ao vale do Araguaia, lembrando a restrição do governo federal de expandir para áreas do bioma Amazônia ou da bacia do Alto Paraguai. Para agravar o quadro, a tendência é de redução na oferta mundial de etanol por causa da quebra de safra norte-americana do milho, insumo básico da produção do biocombustível naquele país. “Faltará etanol para adicionar à gasolina”. Portanto, tudo indica que em breve o consumidor migrará novamente para a gasolina e pagará mais caro também.

Outras Notícias
16/10/2015 Mudança no PIS/Cofins vai aumentar custos para produtores ru...
16/10/2015 ANTT define medidas para isenção de pedágio para eixos suspe...
16/10/2015 Dólar dita ritmo da venda do milho em Mato Grosso
16/10/2015 Monitoramento da Adapec mostra baixa incidência da ferrugem ...
16/10/2015 Cananéia, uma das referências do sistema brasileiro de defes...
HISTÓRIA | SERVIÇOS | LOCALIZAÇÃO | FALE CONOSCO | WEBMAIL
Todos os Direitos Reservados © 2026