Mundo poderá banir energia fóssil em 2090
30 de outubro de 2008

O mundo poderia eliminar os combustíveis fósseis em 2090, poupando US$ 18 trilhões e criando uma indústria de energia limpa de US$ 360 bilhões.

. A conclusão é de um relatório do Conselho Europeu de Energias Renováveis e da ONG Greenpeace.

O estudo detalha como mudar a matriz energética para estabilizar o clima. Segundo ele, seria necessário investir US$ 14 trilhões em renováveis até 2030. Nesse período, só o custo do carvão mineral seria de US$ 15,9 trilhões.

Resíduos

O grupo francês Boone Comenor Metalimpex que atua na área de reciclagem e destinação de resíduos limpos industriais anunciou um investimento de cerca de R$ 2 milhões da empresa em sua unidade na cidade paranaense de São José dos Pinhais.

A escolha se baseou na forte indústria automobilística local, visto que, entre os principais clientes da Metalimpex, estão as montadoras de automóveis e as fabricantes de autopeças. A empresa trabalha com a gestão global de resíduos limpos (metais ferrosos e não-ferrosos, papel, papelão, vidros, plásticos) e acaba de englobar a coleta de resíduos contaminados.

Os clientes têm como rastrear os seus resíduos, cuja destinação específica obedece a definição dos órgãos ambientais. Só na ThyssenKrupp do Brasil, instalada no município, são fabricados componentes de chassis e elementos estruturais para veículos das marcas Peugeot, Citroën, Renault e Nissan.

O foco principal da Metalimpex são as indústrias de Curitiba e Região Metropolitana. "Num segundo momento, pretendemos expandir as atividades para outras regiões do país", diz o diretor para o Brasil da multinacional, Anuar Faiçal.

Futuro da Energia

Será aberto hoje, no auditório do CREA/MG, ciclo de palestras da III Edição do Seminário Internacional "O Futuro da Energia", com o tema central "Energia e Mudanças Climáticas". O evento está sendo promovido pela Amda (Associação Mineira de Defesa do Ambiente), em parceria com o Sistema Estadual do Meio Ambiente (Sisema), por meio da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) e da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Preço competitivo

O preço do etanol tem sido o principal desafio da política de segurança energética dos Estados Unidos (EUA), segundo análise do representante-chefe da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) na América do Norte, Joel Velasco.

De acordo com ele, para o mercado americano reduzir a dependência do petróleo e criar um mercado maduro de etanol é necessário investir em três pilares: combustível, infra-estrutura (distribuição de etanol e fabricação de carros adequados ao uso do produto puro ou em mistura com gasolina, como nos flex) e preço.

"Nem sempre o etanol consegue ter preço competitivo com a gasolina no mercado americano, porque o país impõe uma tarifa de 54 centavos de dólar por galão (um galão equivale a 3,78 litros) sobre o etanol brasileiro importado, afirmou Velasco, na última terça-feira, durante o painel Challenges to Opening Global Markets for Ethanol", em evento anual promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Texas, em Houston.

Venda

A Companhia Brasileira de Energia Renovável (Brenco), associada à União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), fechou, em Houston (EUA), um contrato de venda de etanol para a Lyondell Basell Industries, uma das maiores companhias do nos Estados Unidos. O biocombustível será produzido nas duas primeiras unidades bioenergéticas da Brenco, em Morro Vermelho (GO) e Alto Taquari (MT). O início da operação está previsto para o segundo trimestre de 2009.

'Acreditamos na construção de relacionamentos de longo prazo com nossos clientes, e o negócio fechado com a Lyondell confirma nossa estratégia', afirmou o presidente da Brenco, Philippe Reichstul.

O etanol de cana será utilizado na composição de ETBE (éter etílico ter butílico), aditivo que contém etanol misturado a derivados de petróleo, que após a industrialização será exportado para o Japão. A Lyondell Basell produzia anteriormente MTBE (éter metil terc butílico), mas está mudando sua planta industrial para produzir a substância a partir do etanol de cana, que não agride o meio ambiente.

As usinas Morro Vermelho e Alto Taquari deverão produzir juntas 320 milhões de litros de etanol somente em 2009. Em 2010, as unidades aumentarão sua capacidade de produção para 1 bilhão de litros, e até 25% desse total serão destinados à empresa americana.

Além disso, em 2010, três novas unidades da empresa entrarão em operação: uma em Goiás e outras duas no Mato Grosso do Sul, que também fornecerão parte da produção para a Lyondell.

O etanol será escoado por meio de estratégia logística desenvolvida pela Brenco. A empresa investirá US$ 1 bilhão na construção de um duto que interligará o Alto Taquari ao Porto de Santos, em São Paulo.

Redução

A crise no etanol atingiu a Alemanha e o governo vai reduzir a meta de expansão do uso de biocombustíveis para os próximos anos. Na Europa, a queda no preço do petróleo, a falta de produtividade e a concorrência externa estão provocando o fechamentos de usinas e a revisão dos planos para o setor.

Berlim havia fechado um acordo com usineiros para exigir que a gasolina tivesse 6,25% de biocombustível em 2009. Agora, a meta baixou para 5,25%. A Comissão Européia insiste que 10% dos carros da região devem ser movidos a etanol até 2020. Mas o Parlamento Europeu já pediu uma meta mais modesta.


 

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