Delegação japonesa coleta informações sobre o etanol
30 de outubro de 2008

Nove vereadores japoneses estiveram esta semana no Brasil para conhecer os benefícios ambientais da produção e utilização do etanol de cana-de-açúcar.

Na última quinta-feira, a comitiva esteve na sede da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), onde o diretor de comunicação Corporativa da entidade, Adhemar Altieri, fez uma apresentação sobre a produção de etanol no país.

Os japoneses puderam entender que os canaviais brasileiros estão distantes, pelo menos, 2 mil quilômetros da Floresta Amazônica. Esta é uma grande preocupação dos japoneses, que temem o desmatamento das florestas para o cultivo de cana-de-açúcar.

Altieri informou aos membros da comissão sobre o balanço energético da cana, que é quase nove vezes superior ao de outras matérias-primas usadas na produção de etanol, além do combustível emitir até90% menos CO2 na atmosfera. "Precisamos de respostas para estas questões, pois o aspecto da sustentabilidade do etanol brasileiro é fundamental para a sua utilização em território japonês", afirmou o presidente da Câmara Municipal da cidade de Toyota, Hirotaka Sigiura.

Segundo as autoridades japonesas, a visita serve para comprovar a sustentabilidade do etanol, o que pode servir de estímulo para que o Japão aumente a mistura de etanol em sua gasolina, passando a utilizá-lo em larga escala. Para Sigura, que liderou a visita ao país, "o carro flex pode ser bem-sucedido no Japão, caso os japoneses tenham consciência dos benefícios do uso do etanol para o meio ambiente".

O Japão tende a se tornar um grande importador de etanol de cana do Brasil. Recentemente, após decisão de seu governo de utilizar gasolina com bio-ETBE, um aditivo produzido com 60% de isobutileno e 40% de etanol, as exportações brasileiras para aquele país saltaram de 227,7 milhões de litros, em 2006, para 367,2 milhões de litros. Em julho deste ano, a Coopersucar, assinou um acordo comercial com a companhia japonesa Japan Biofuels Suppy para exportar 200 milhões de álcool anidro para o Japão.

Antes de retornar ao país do sol nascente, o grupo visitou também uma usina ligada ao grupo Cosan.

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