Alta do diesel ajuda Petrobras, afeta pouco inflação--analistas
14 de julho de 2012

Mas como essa defasagem ainda persiste --é de 15 por cento em relação às refinarias do Golfo dos Estados Unidos, preço considerado referência para o mercado--, a área de abastecimento da estatal seguirá no vermelho, com a empresa continuando a vender o produto importado no mercado nacional abaixo do valor pago no exterior.

"O Brasil é um importador líquido de diesel e provavelmente vai continuar assim por um tempo, devido aos atrasos nas refinarias em construção e o adiamento das refinarias Premium", afirmou o Itaú em relatório.

Já analistas do BBI calculam que o ajuste de 6 por cento no diesel na refinaria, anunciado na véspera, vai reduzir as perdas da Petrobras em 1 bilhão de reais no trimestre.

Mas como a defasagem permanece em relação ao mercado internacional, a companhia terá um prejuízo de 5,6 bilhões no segmento de abastecimento, segundo o banco.

Analistas do Deutsche Bank também avaliam que a Petrobras "continuará a apresentar resultados negativos no segmento de refino".

"Mais reajustes ou um movimento nos preços das commodities e no câmbio são necessidade para companhia, avaliou o banco em relatório.

Mesmo assim, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou nesta sexta-feira que os dois reajustes --o primeiro anunciado no final de junho, de quase 4 por cento para o diesel e de 7,83 por cento na gasolina-- ajudará "bastante" a estatal.

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