UFU recebe recursos para projetos de biocombustível
30 de outubro de 2008

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) vai receber R$ 404 mil de investimentos para pesquisas na produção de biocombustíveis.

O montante faz parte dos 3,9 milhões liberados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) a 21 projetos aprovados no “Programa Mineiro de Desenvolvimento Tecnológico e Produção de Biocombustíveis”.

A UFU participa ainda de estudo com a mesma finalidade desenvolvido na Universidade Federal de Viçosa (UFV), que vai receber R$ 783 mil, o maior recurso disponibilizado pelo programa.

Serão destinados R$ 311 mil ao projeto “Incubação de Centro de Excelência do Triângulo Mineiro em Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Industriais e Engenharia para a produção de biocombustíveis relacionados ao Etanol”.

O coordenador Ricardo Reis Soares disse que o recurso será utilizado para a compra de equipamentos e criação bolsas de estudos.

De acordo com ele, as pesquisas realizadas pelo Instituto de Engenharia Química da UFU propõem novas tecnologias para proporcionar a utilização de recursos naturais renováveis na geração de energia.

O objetivo é reduzir a dependência mundial de combustíveis fósseis, que são recursos não-renováveis, como o petróleo e o gás natural.

 “Se o Brasil não começar a investir efetivamente nessa área, vai vender caldo de cana para os Estados Unidos. Como o Triângulo Mineiro domina a produção de etanol no Brasil, a idéia é criar um Centro de Pesquisa na região”, disse Soares. O projeto é o início da implementação desse Centro e, para isso, ele pretende criar parcerias com empresas e indústrias de química e de energia que passem a utilizar estas tecnologias.

Ao todo, cerca de 25 profissionais participam do projeto, que propõe inovações tecnológicas no processo de fermentação do etanol, utilizado como combustível; na produção de hidrogênio - presente na composição de fertilizantes -, a partir da biomassa; na conversão de etanol a eteno, substância usada na produção de garrafas pet; e na utilização da palha e do bagaço da cana-de-açúcar para a produção de insumos químicos e geração de energia.

Outro projeto da UFU contemplado com R$ 93 mil pelo programa Fapemig propõe melhorias no controle de pragas em plantações de cana-de-açúcar. Gaspar Henrique Korndofer é coordenador do estudo, desenvolvido pelo Instituto de Ciências Agrárias.

Empresa coleta óleo usado

A indústria Cavalcante Biodiesel inaugurou a primeira filial em Uberlândia na semana passada e lançou no mesmo dia um projeto de coleta de óleo de cozinha usado. As empresas cadastradas recebem um recipiente coletor que é recolhido quando está cheio, sem custo para o empresário.

A gerente regional da indústria, Karen Ferrari, ressaltou que o óleo destinado à usina reduzirá a quantidade de gordura descartada na rede de esgoto, que chega a seis toneladas por dia, segundo dados do Dmae.

A indústria não vai pagar pelo produto coletado, mas o projeto prevê doação de cestas básicas, que serão adquiridas com o valor total do que o empresário receberia pela coleta do produto. O valor médio de comercialização é de R$ 0,20 por litro.

As empresas interessadas podem entrar em contato com o escritório da indústria em Uberlândia pelo telefone  (34) 3084-5023 .

Segundo Karen Ferrari, cerca de 10 empresas já se cadastraram e a intenção é de que o projeto seja levado a condomínios, edifícios e residências.

A indústria de transformação de óleo de cozinha usado em biodiesel fica em Iguatama (MG), no centro-oeste mineiro, a cerca de 350 quilômetros de Uberlândia.

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