Etanol anidro ganha mais espaço em Mato Grosso
12 de abril de 2012

Em Mato Grosso, a destinação de cana para produção de etanol hidratado deve reduzir 17,50% nesta safra, sendo reservadas 5,252 mil toneladas ao combustível. Quantidade é suficiente para produzir 431,960 milhões de litros do produto, sendo 91,654 milhões (l) a menos que na safra anterior. Nacionalmente, a produção aumenta 3,08%, alcançando 14,212 bilhões (l). Porém, a produção de etanol anidro, utilizado na composição de 20% da gasolina, aumentará 51,93% no Estado, alcançando 499,534 milhões (l) na safra 12/13, sendo 170,746 milhões (l) acima do obtido no último ciclo produtivo.

Exclusivamente à fabricação do etanol anidro serão reservadas 6,338 milhões (t) de cana de açúcar. Em todo país, a produção cresce 7,44%, alcançando 9,743 bilhões (l). Toda produção estadual de etanol deve alcançar 931,494 milhões (l), segundo a Conab. Estimativa do Sindálcool contraria as projeções e prevê produção menor, na proporção de 850 milhões (l) de etanol, sendo 120 milhões (l) de etanol anidro, equivalente ao obtido no último ciclo produtivo.

Diretor da entidade, Jorge dos Santos, diz que esse volume é suficiente para atender a demanda estadual e de alguns estados da região Norte e Nordeste do país. “Não tem sentido aumentar a produção de etanol anidro”. Acrescenta que a maior parte da cana mato-grossense será reservada para a fabricação de açúcar. Previsão do sindicato é que sejam produzidas 470 mil toneladas da commodity.

Pela Conab, apesar do aumento de 16,43% na produção de açúcar, a previsão é sejam produzidas 464,1 mil (t) este ano, sendo 65,5 mil (t) a mais que no ano passado. Para o açúcar serão reservadas 3,501 milhões (t) de cana em Mato Grosso. Em todo país, a quantidade destinada ao açúcar aumenta 5,65%, sendo 299,942 milhões (t) de cana e uma produção de 38,852 milhões (t) do produto. “Vamos recompor os estoques de açúcar”.

Presidente das Usinas Itamarati, Sylvio Coutinho, revela que irá reduzir em 3% da produção de etanol nesta safra, reservando 60% da cana para o combustível, sendo deste total 40% para a fabricação do anidro e 60% para o hidratado. Em contrapartida, a produção de açúcar aumenta na mesma proporção, correspondendo à 40% da cana moída. 

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