Alta do dólar perde força após cotação chegar a R$ 2,52
23 de outubro de 2008

Mercados financeiros vivem novo dia de perdas.
Na quarta-feira, moeda subiu 6,67% e fechou cotada a R$ 2,38.

O dólar opera em alta nesta quinta-feira (23), repercutindo o dia de perdas nas bolsas de valores mundiais, influenciadas pelos temores cada vez maiores de que o mundo esteja entrando em recessão. Por volta das 10h50, a cotação da moeda norte-americana subia 2,01%, vendida a R$ 2,42.   

 

Acompanhe os indicadores do mercado

 

Mais cedo, a cotação chegou a R$ 2,52. A alta perdeu força, no entanto, depois que o Banco Central anunciou a venda de até US$ 50 bilhões em contratos de "swap cambial". Estes instrumentos funcionam como uma venda de dólares no mercado futuro, o que contribui para impedir uma disparada maior do dólar no mercado à vista.

 

Os negócios seguem a tendência da quarta-feira, quando o dólar subiu 6,67%, fechando a R$ 2,38 - ignorando as ações do Banco Central (BC) para conter a cotação. Segundo o presidente Henrique Meirelles, a atuação do BC para conter o dólar já somou US$ 22,8 bilhões desde o agravamento da crise externa, com a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers em meados de setembro. 

 

Os investidores vivem novo dia de pessimismo com a possibilidade de uma recessão mundial - sensação agravada depois de várias empresas terem apresentado queda em seus lucros no terceiro trimestre. "A gente continua a ter uma percepção ruim em relação à economia, de recessão. Não tem como fugir", considerou Gerson de Nobrega, gerente da tesouraria do Banco Alfa Investimento. 

 

Falta de liquidez

João Medeiros, diretor de câmbio da Pionner, destaca que a valorização da moeda está amparada na falta de liquidez. Dados de fluxo divulgados pelo Banco Central na quarta-feira mostram que a saída de dólares do país aumentou na semana passada, com o saldo negativo do fluxo cambial do mês aumentando de US$ 1,089 bilhão até o dia 10, para US$ 3,751 bilhões até a sexta-feira passada (17).

 

"As exportações giravam US$ 4 bilhões por mês. Neste mês haverá metade disso", diz Medeiros, afirmando que as empresas estão começando a desistir de esperar pela acomodação da moeda e podem começar a comprar para honrar os compromissos pendentes. "Se elas começarem a comprar a moeda chegará facilmente nos R$ 3", afirma.

 

Outras Notícias
16/10/2015 Mudança no PIS/Cofins vai aumentar custos para produtores ru...
16/10/2015 ANTT define medidas para isenção de pedágio para eixos suspe...
16/10/2015 Dólar dita ritmo da venda do milho em Mato Grosso
16/10/2015 Monitoramento da Adapec mostra baixa incidência da ferrugem ...
16/10/2015 Cananéia, uma das referências do sistema brasileiro de defes...
HISTÓRIA | SERVIÇOS | LOCALIZAÇÃO | FALE CONOSCO | WEBMAIL
Todos os Direitos Reservados © 2026