IDH é termômetro de desenvolvimento.
21 de novembro de 2011

O relatório do Desenvolvimento Humano referente ao ano de 2011 foi divulgado no começo de novembro pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O estudo classificou o Brasil na 84ª posição entre 187 países avaliados. O País alcançou o número 0,718 em uma escala que vai de zero a um.


A Noruega foi o país que conseguiu chegar mais perto da nota máxima, atingindo a marca de 0,943. Na sequência, vem Austrália, com 0,929; Holanda e Estados Unidos, ambos com 0,910;  e Nova Zelândia, Canadá e Irlanda, que atingiram 0,908. O pior IDH entre os países avaliados é o da República Democrática do Congo, com indicador de 0,286.

O índice
O relatório de 2011 passou por algumas mudanças em relação ao de 2010. De acordo com Rogério Borges de Oliveira, consultor do Relatório de Desenvolvimento Humano do Pnud, o processo metodológico de análise do índice tem agora como base os dados de 2005 corrigidos ano a ano (antes eram usados os de 2008). A mudança foi feita visando trabalhar com o mesmo padrão de informações do Banco Mundial. Além disso, foram incluídos mais 18 países ao ranking.

Sem se prender apenas a fatores e dados econômicos, avaliando também expectativa de vida, escolaridade, expectativa de escolaridade e renda média, o índice é um instrumento de gestão de políticas públicas, usado como referência da qualidade de vida e do desenvolvimento mundial. Oliveira conta que o IDH foi criado após a Segunda Guerra Mundial. “No final dos anos 80, os idealizadores queriam criar um índice tão popular quanto o Produto Interno Bruto (PIB), mas que se sustentasse nas pessoas, mensurando o desenvolvimento humano ao considerar outras dimensões além da renda”, explica.

Para Clécio Luiz Chiamulera, do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF), o IDH é uma medida universal confiável, desenvolvida para saber se as condições básicas de vida em um país estão sendo atendidas.

Para comparar
Oliveira afirma que os critérios para avaliar educação e saúde são os mesmos para todos os países, independentemente de serem desenvolvidos ou não. Segundo ele, o único ajuste feito é em relação ao poder de paridade de compra de cada país.

“O IDH mede as condições do mundo com a mesma régua. Dessa maneira, já é esperado que países mais desenvolvidos tenham um resultado mais positivo. Porém, mesmo uma notícia ruim pode trazer coisas boas, pois é uma base para se trabalhar. Em cima do resultado, comparado com outros países, os que se saírem pior podem refletir e fazer planos para evoluir”, indica Chiamulera.

Brasil e o índice
O País aparece na segunda melhor categoria do ranking, entre os países considerados de "Desenvolvimento Humano Elevado". De acordo com os dados utilizados no relatório, a renda anual dos brasileiros é de US$ 10.162 e a expectativa de vida é de 73,5 anos. A escolaridade é de 7,2 anos de estudo e a expectativa de vida escolar é de 13,8 anos.

Chiamulera diz que se olharmos o Brasil por dentro, sem comparar com outros países, ele melhorou muitos nos últimos anos. Mas ainda está longe de estar bom. “Não tem como negar que houve uma evolução e que a condição de vida melhorou com o tempo, por conta de fatores como políticas de redistribuição de renda, desenvolvimento, industrialização e tecnologia vindas para o País. Mas, se compararmos com outros países, ele não andou quase nada, ficou estagnado”, avalia. Segundo ele, esse fator se dá – e é refletido no índice – porque, assim como o Brasil, todos os outros países também cresceram. “Não dá para achar que estamos nos desenvolvendo melhor que o mundo”, afirma.

O Brasil está parado perto da posição 80 há muito tempo, diz Chiamulera. Para ele, o País tem melhores condições – de recursos naturais, climáticas e raras tensões territoriais – do que muitos outros países, mas reluta em aproveitá-las. O especialista enxerga o ranking como uma oportunidade e afirma que é chegada a hora do Brasil usá-lo a seu favor. “Uma coisa é imaginar que se tem uma doença, mas não ter certeza dela. Outra coisa é fazer o exame e ser diagnosticado. O índice é uma oportunidade para o Brasil tratar os pontos em que precisa melhorar”, conclui.

Ógui
Especial para o Terra

Outras Notícias
16/10/2015 Mudança no PIS/Cofins vai aumentar custos para produtores ru...
16/10/2015 ANTT define medidas para isenção de pedágio para eixos suspe...
16/10/2015 Dólar dita ritmo da venda do milho em Mato Grosso
16/10/2015 Monitoramento da Adapec mostra baixa incidência da ferrugem ...
16/10/2015 Cananéia, uma das referências do sistema brasileiro de defes...
HISTÓRIA | SERVIÇOS | LOCALIZAÇÃO | FALE CONOSCO | WEBMAIL
Todos os Direitos Reservados © 2026