Com dólar alto, brasileiro gasta menos no exterior
26 de outubro de 2011

No mês passado, os turistas que compraram lá fora gastaram US$ 1,77 bi. Em agosto, despenderam US$ 1,9 bi

Brasília Os gastos dos brasileiros com viagens internacionais, que já vinham subindo, se elevaram ainda mais .em setembro em relação ao ano passado, mas caíram na comparação com julho e agosto deste ano, após uma forte alta da cotação do dólar, informou ontem o Departamento Econômico do Banco Central. No mês passado, totalizaram US$ 1,776 bilhão em termos brutos, mais do que em setembro do ano passado (US$ 1,58 bilhão). Caíram, porém, em relação a agosto (US$ 1,9 bilhão) e julho (US$ 2,19 bilhões) deste ano.

Em nove meses, as viagens dos brasileiros ao exterior demandaram US$ 16,059 bilhões, ante US$ 11,471 bilhões em igual período de 2010.

Descontando o que os viajantes estrangeiros gastaram dentro do país, as despesas com esse item da conta de transações correntes foram de US$ 1,256 bilhão no mês e de US$ 11,074 bilhões desde o início de 2011. Houve aumento em relação a 2010, quando esses gastos somaram US$ 1,126 bilhão em setembro e US$ 7,157 bilhões em nove meses.

Transações

As transações correntes do Brasil com o exterior resultaram em déficit de US$ 2,2 bilhões no mês de setembro. Com isso, o fluxo negativo acumulado desde o início de 2011 chegou a US$ 35,98 bilhões. Devido ao movimento de capitais, no entanto, o balanço de pagamentos externos como um todo registrou resultado positivo, ainda que menos expressivo do que em meses anteriores.

Incluindo o fluxo de investimentos, empréstimos, financiamentos e outras movimentações de capital, houve superávit de US$ 808 milhões no mês, o que elevou para US$ 56,59 bilhões o saldo positivo acumulado no ano.

Déficit no ano

No déficit corrente no acumulado do ano, houve ligeira elevação, pois nos primeiros nove meses de 2010 a diferença foi negativa em US$ 35,36 bilhões.

Em relação a agosto, mês em que foi de US$ 4,862 bilhões, o fluxo negativo das despesas e receitas externas correntes também caiu em setembro, fazendo com que o déficit acumulado em doze meses passasse de US$ 49,737 bilhões para US$ 47,99 bilhões na comparação dos períodos encerrados em agosto e setembro. Como proporção do PIB, o saldo negativo da conta de transações correntes em 12 meses caiu de 2,15% para 2,05%. Um dos grandes itens dessa conta, a balança comercial contribuiu para que o déficit não fosse ainda mais elevado. O saldo entre exportações e importações foi positivo em US$ 3,074 bi, bem mais do que em setembro de 2010, respondendo pela queda do déficit. Continua nas páginas 8 e 11

Fluxo negativo

2,2 bi De dólares foi o déficit nas transações correntes do Brasil com o exterior em setembro. O acumulado chegou a US$ 35,9 bi

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