Empréstimo supera R$ 1,6 bi.
12 de setembro de 2011

Em 7 meses, contratação de crédito via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em Mato Grosso somou R$ 1,641 bilhão para investimentos particulares. Recursos são provenientes do governo federal e concedidos a taxas de juros menores do que as praticadas no mercado e com prazos maiores. Evolução no número de contratos foi de 53% entre janeiro e julho deste ano em comparação com mesmo período do ano passado. Por mês, o banco operou cerca de R$ 234 milhões este ano.

Número de contratos fechados saltou de 8,393 mil para 12,878 mil no mesmo período e o volume de recursos operacionalizados evoluiu 4,18% sobre R$ 1,576 bilhão registrado nos 7 primeiros meses de 2010. Segmentos que mais se destacam foram o de infraestrutura, que movimentou R$ 729,9 milhões e o agropecuário, com o empréstimo de R$ 423,5 milhões. Porém, foi o setor de comércio e serviços que mais dilatou o volume de recursos contratados entre um ano e outro. Foram 61,33% de crescimento e atingiu R$ 258,6 milhões este ano.

Contratação dos empréstimos é feita por intermédio de outras instituições bancárias, responsáveis por fazer a análise e conceder o crédito. De acordo com o volume de recursos requerido, aumentam as exigência bancárias e alguns segmentos reclamam que a burocracia dificulta e limita os investimentos. Este é o caso da construção pesada que, apesar de alocar bastante recurso, os contratos são poucos.

Conforme o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Pesada (Sincop), José Alexandre Shutze, muitas empresas são impedidas de fazer empréstimos devido à burocracia e exigências das instituições. Segundo ele, o BNDES não prioriza o segmento, que geralmente se volta para realização de obras públicas e de infraestrutura.

Se calcular a média de contratos firmados entre os setores, o de infraestrutura é o que possui maior volume por contrato, com média de R$ 257,824 mil, seguido do agronegócio, com R$ 223,619 mil. Comércio e serviços é o setor que mais consegue fechar contrato, somando 6,658 mil e uma média de R$ 38,840 mil por documento.

Para o diretor da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (Facmat), Manuel Gomes, este benefício ao setor é consequência da facilidade dos cartões de crédito do BNDES, cujo o limite é pré-aprovado e facilita as transações. “Empresários solicitam o cartão e conseguem, a partir dele, fazer as aquisições junto aos fornecedores credenciados”. Aquisição dos cartões pode ser feita junto aos bancos credenciados ou por meio do site do próprio BNDES.

Economista e consultor econômico Carlos Vitor Timo confirma que existe um certo processo para aprovação de recursos, mas avalia que R$ 1,6 bilhão injetados em uma região faz muita diferença e fomenta a economia local.



Fonte:
A Gazeta

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