Terremoto no Japão pode comprometer comércio de grãos
14 de março de 2011

Segundo o USGC - Conselho de Grãos dos Estados Unidos - o comércio de grãos no país deverá sentir um significativo por conta do terremoto no Japão, um importante importador de produtos agrícolas.

Tommy Hamamoto, diretor do conselho no Japão, disse que "ainda é muito cedo para dizer que efeito isso terá no setor agícola da nação, mas pode ser significativo".

O desastre natural causou danos em instalações agrícolas e em áreas de produção. O tsunami atingiu também portos no nordeste do Japão e afetou indústrias de ração e criadores de animais.

Atualmente, o Japão é o maior importador mundial de milho e responde por 17% das compras no mundo no ano comercial que se encerra no dia 31 de agosto. A nação é ainda a principal compradora de carne suína dos EUA. Mais de 34% do total das exportações norte-americanas foram para o Japão.

Soja - Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram o pregão noturno desta segunda-feira com expressiva baixa.

O mercado ainda sente a pressão de um movimento de realização de lucros, que se tornou mais intenso depois das incertezas geradas pelo terremoto que devastou o Japão na última sexta-feira. O desastre fez com que os participantes do mercado elevassem sua aversão ao risco.

Paralelamente, a instabilidade política no Oriente Médio e Norte da África também continuam refletindo negativamente nos preços.
Autor: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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