Petróleo sobe e pressiona Bovespa, que abre pregão em queda de 0,56%. Dólar sobe 0,60%, a 1,655
9 de março de 2011

 Pressionada pela alta dos preços do petróleo – que experimentam novas altas, diante de novos confrontos na Líbia – e por um possível resgate financeiro de Portugal, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu os negócios desta quarta-feira de cinzas com queda de 0,56%, aos 67,634 pontos. Há pouco, as ações preferenciais da Petrobras desciam 1,24%, a R$ 28,72. Já as ações ordinárias da companhia mantinham-se estáveis, a R$ 33,65. As ações da Vale lideram as perdas no Ibovespa: enquanto os papéis ordinários descem 2,61% (a R$ 54,20), os preferenciais caem 2,14%, (a R$ 48,00).

O dólar comercial registra alta neste início de pregão, diante de rumores de que o Banco Central anunciará medidas para conter o derretimento da moeda dos Estados Unidos. Por volta das 13h10, o dólar comercial subia 0,60%, a R$ 1,655 na venda. Na sexta-feira, dia 4, o dólar fechou a R$ 1,645, menor cotação desde 29 de agosto de 2008.

Os contratos de petróleo leve com entrega em abril subiam US$ 0,38 para US$ 105,40 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York. Em Londres, o barril do Brent subiam US$ 1,77 para US$ 114,82.

Na esteira da alta da commodity, as bolsas americanas caem sofrendo efeito da alta do preço do petróleo Brent e por temores de que Portugal ainda precise de um resgate financeiro. Por volta de 12h, o Dow Jones caía 0,59% a 2.749,52 pontos. O índice Nasdaq marcava 2.319,90 pontos, com desvalorização de 0,76%.

A Líbia já tem cerca de 1,6 milhão de barris de óleo a menos na sua produção. No entanto, a Opep disse que vai cobrir qualquer queda da produção do país.

Bolsas da Europa sobem após leilão de títulos públicos em Portugal
As bolsas europeias registram ganhos nesta quarta-feira, após Portugal vender títulos públicos.

O governo português colocou nesta quarta-feira 1 bilhão de euros em títulos da dívida vencendo em setembro de 2013. A demanda superou a oferta em 1,6 vez. A taxa de retorno foi de 5,993%, informou o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público do país.

Em Londres, os negócios são puxados pelas mineradoras, que levam o FTSE 100 à valorização de 0,03%, aos 5.963,50 pontos. As ações da Anglo American sobem 0,96%, acompanhadas pelas da Xstrata (0,70%) e da Rio Tinto (0,25%).

Na bolsa de Frankfurt, a alta é direcionada pelas montadoras, com as ações da Daimler avançando 1,95%, seguidas pelas da Volkswagen (1,14%) e da BMW (0,78%). O índice DAX apontava valorização de 0,38%, aos 7.192,30 pontos.

O CAC 40, da bolsa de Paris, subia 0,31%, para 4.028,30 pontos, com destaque para as ações do Carrefour, que ganhavam 1,51%.

Em Madri, as ações do BBVA avançavam 1,54% e puxavam o Ibex 35, que marcava 10.588,50 pontos, com alta de 0,18%. O FTSE MIB, da bolsa de Milão, por sua vez, ganhava 1,03%, aos 22.533,00 pontos.

Dados do Japão impulsionam bolsas na Ásia
As bolsas asiáticas encerraram as operações desta quarta-feira em alta, com os negócios sendo influenciados pelo aumento nas encomendas às indústrias japonesas.

O número de pedidos aos fabricantes de máquinas no Japão ficou acima do esperado em janeiro, impulsionando o Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, que fechou valorizado em 0,61%, aos 10.589,50 pontos. As ações da Toyota avançaram 0,40% nesta sessão.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng ganhou 0,42%, aos 23.810,10 pontos, enquanto em Xangai, o Shanghai Composite teve elevação de 0,07%, aos 3.002,15 pontos. Na bolsa de Taipé, o Taiwan Taiex subiu 0,03%, para 8.750,02 pontos e, em Seul, o índice Kospi ganhou 0,26%, para 2.001,47 pontos.

Contrariando o mercado, o SP/ASX 200, da bolsa de Sydney, caiu 0,84%, para 4.767,80 pontos, com as ações de bancos e mineradoras no vermelho. Os papéis da BHP Billiton recuaram 1,27% e os da Rio Tinto, 1,82%

O Globo, com agências

 

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