Escoamento da soja exige melhorias no Porto de Santos
25 de fevereiro de 2011

As exportações de soja pelo Porto de Santos devem aumentar até 10% em relação ao mesmo período do ano passado. A projeção é da Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o terminal. Para isso, obras de infraestrutura estão sendo realizadas.

Neste ano, a colheita da soja está atrasada. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que representa os exportadores, 8% da safra foi colhida. No ano passado, eram 14%. No entanto, a movimentação no Porto de Santos já vem envolvendo toda estrutura desde a chegada de caminhões, descarga e o carregamento dos navios. A expectativa este ano é de que a exportação do grão alcance 34 milhões de toneladas. Diferente do ano passado, quando houve queda de 8% nas exportações.

O diretor geral da Anec, Sérgio Mendes, reforça a projeção de crescimento. A colheita deve passar de 70 milhões de toneladas. Metade já está negociada. O setor comemora sem esquecer dos problemas na hora de escoar os grãos, como o sistema viário e o acesso aos portos.

Problema
O Porto de Santos tem um problema histórico. A avenida que dá acesso ao cais sempre teve um trânsito lento, com caminhões parados. Situação que piorava com a passagem dos trens, bem no meio da rodovia. Era preciso esperar a passagem dos vagões, o que causava transtornos e atrasos. A situação foi resolvida com a construção de um viaduto que acabou agilizando a chegada e saída dos caminhões.

Outra obra que deve melhorar a produtividade é a dragagem que vem sendo feita desde o ano passado. Vai aumentar a profundidade do canal de 13 para 15 metros. O investimento na dragagem e no viaduto é de R$ 400 milhões. Mas para o consultor Marcos Vendramini, já pode ser insuficiente. A longo prazo, a infraestrutura vai ficando pequena diante do crescimento de mercados como a soja.

– A soja em grãos vem crescendo em média 10,5% ao ano desde 2000, praticamente dobra a movimentação em seis, oito anos. Tem obra de licitação, licenciamento ambiental, acaba sendo insuficiente – diz o consultor.
Fonte: Canal Rural

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