Etanol ao produtor deve atingir maior nível desde janeiro de 2010
24 de fevereiro de 2011

Agencia Estado
 Os preços de etanol hidratado ao produtor devem atingir, ainda nesta semana, a máxima registrada pela última vez em janeiro de 2010. A informação é do diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única), Antonio de Pádua Rodrigues. Segundo ele, enquanto em 2010 a máxima de R$ 1,2055 por litro ao produtor foi registrada em 22 de janeiro, em 2011 este patamar demorou mais para ser registrado em função do maior volume de etanol existente no mercado.

Os preços são monitorados através do indicador semanal calculado pelo Esalq/Cepea, posto Ribeirão Preto. Na última sexta-feira, o indicador do hidratado apontava para R$ 1,1899 por litro. Já o indicador diário calculado também pelo Esalq/Cepea já aponta um preço em torno de R$ 1,25 por litro, posto Paulínia. Como os dois indicadores possuem origem diferente, não podem ser comparados com exatidão, mas com a elevação constante do indicador diário nos últimos dias, é esperado que o indicador semanal, a ser divulgado na próxima sexta-feira, ultrapasse os R$ 1,2055 por litro, registrado em janeiro de 2010.

"Os preços não registraram uma alta abrupta, mas foram subindo no decorrer dos últimos meses, porque havia mais etanol no mercado", disse Rodrigues. Segundo ele, o volume de etanol hidratado vendido pelas usinas em janeiro atingiu 1,17 bilhão de litros, superior aos 1 bilhão de litros registrados em igual período do ano anterior, alta de 17%.

Consumo

A expectativa é de que fevereiro também registre vendas de hidratado maiores que em igual período do ano passado. Segundo Rodrigues, as vendas de fevereiro podem chegar próximo a 1 bilhão de litros, ante 780 milhões de litros em 2010. A previsão é de que apenas em março as vendas de hidratado recuem, com os efeitos dos preços mais elevados do combustível. "Os preços de hidratado demoraram mais de 30 dias para atingir o mesmo nível registrado no ano passado, o que vai transferir a queda no consumo para o final de fevereiro e para o mês de março", explica.

Para Alísio Vaz, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), as altas recentes de preços ao produtor serão ainda repassadas aos preços praticados nos postos de combustíveis. "Dependendo da empresa distribuidora, este reajuste poderá ser diferente", disse ele, afirmando que as empresas não abrem estes dados com o sindicato por razões de competitividade.

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