Plataforma de petróleo na Bacia de Campos é interditada por falta de segurança
10 de fevereiro de 2011

A plataforma Cherne 2 (PCH-2), na Bacia de Campos, foi interditada hoje por fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), que encontraram condições inseguras de trabalho em auditoria a bordo feita ontem ao lado do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF).

A plataforma foi atingida por um incêndio em uma bomba, no dia 19 de janeiro, causando danos em parte dos seus equipamentos. Com isso, houve a suspensão da produção de 9,3 mil barris diários de petróleo.

Na época, uma vistoria da Marinha autorizou o retorno das atividades. Petroleiros da plataforma, porém, relataram - em documento enviado ao Sindipetro-NF (confira) - que a unidade continua com problemas na segurança.

Entre as irregularidades encontradas pelos auditores estão a precariedade do sistema de combate a incêndio, a falta de iluminação de emergência, a insuficiência do ar condicionado, a falta de inspeções em equipamentos atingidos pelo incêndio, a falta de barreiras de contenção nas áreas do incêndio e o descumprimento de diversos itens da Norma Regulamentadora NR-10, que trata das instalações elétricas.

Em 2010, outra plataforma, a P-33, foi interditada pela SRTE, mas a Petrobrás conseguiu uma liminar na justiça para prosseguir a operação. Logo depois, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) interditou a P-33 e outras duas plataformas, a P35 e a P-27. Esta última continua fora de operação.

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