Colheita avança no País, com boa renda
9 de fevereiro de 2011

A entrada do pequeno agricultor na cadeia da soja ocorre num momento em que o País enfrenta o desafio de aumentar a produção para atender o crescimento na demanda internacional sem desmatar florestas. Nesta safra, o Brasil poderá bater o recorde histórico na produção da oleaginosa, a se confirmar a previsão de safra de 68,8 milhões de toneladas. Na safra passada, a maior da história, colheram-se 68,7 milhões de toneladas. O plantio em 2010/2011 é recorde: foram cultivados 24 milhões de hectares, 500 mil a mais que no anterior.

Soja com cana. São Paulo deve contribuir com quase 1,5 milhão de toneladas, 3,5% mais que na última safra. Conforme o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), com o uso da soja para reformar áreas de cana, a participação de SP na produção brasileira deve aumentar.

A colheita do principal grão do País avança em outras frentes. Em Mato Grosso, maior produtor, a previsão do Instituto Mato-Grossense de Economia Aplicada (Imea) aponta para safra de 19,2 milhões de toneladas, 2,29% a mais que na safra anterior. Os preços, no patamar de R$ 40, são os melhores desde o ano passado. A expectativa é de ganho real para os produtores, segundo a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja). Conforme o presidente, Glauber Silveira, a situação só não é melhor porque grande parte da safra teve venda antecipada por preços mais baixos que os atuais.

Em Goiás, a safra entra na fase final, com mais de 50% da produção já vendida. O preço médio, em torno de R$ 45, é 30% maior do que a média obtida na safra passada. Os produtores têm pressa de concluir a colheita para semear a safrinha. No Rio Grande do Sul, as lavouras não se recuperaram totalmente da estiagem na fase de desenvolvimento das plantas, mas a quebra na produção pode ser menor que 3%.

No Paraná, a colheita da soja prossegue no norte e oeste. As estimativas apontam para a produção de 13,7 milhões de toneladas. Se confirmadas, será a segunda maior safra de soja no Estado, perdendo apenas para a do ano passado, que foi de 13,9 milhões de toneladas. O diretor do Departamento de Economia Rural (Deral-PR), Otmar Hubner, acredita que a previsão pode ser superada. Isso porque a produtividade das lavouras melhora à medida que a colheita avança.
Autor: José Maria Tomazela
Fonte: O Estado de S.Paulo

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