Pedágios aumentam até 57% em MT
20 de janeiro de 2011

As 4 praças de pedágio em Mato Grosso estão cobrando mais caro pela passagem nas rodovias estaduais. Os novos valores variam de R$ 3,90 a R$ 5,50 dependendo da distância do trecho e dos serviços oferecidos. O valor anterior era unificado em R$ 3,50, cobrados pelo Estado. O reajuste é fruto da concessão das estradas a empresas particulares, no fim do ano passado. A tabela atualizada está em vigor desde o último domingo (16), um mês depois que as empresas assumiram a administração da rodovias.

O coordenador de Projetos Especiais da Secretaria de Transporte e de Programas de Transporte, Cezar Augusto Matzenbacher, explica que com a prestação de novos serviços, era natural que os valores fossem reajustados. "As concessionárias agora oferecem serviço de primeiros socorros, guincho, além de serem responsáveis pela manutenção das estradas. Além disso, antes a arrecadação não era tributada porque pertencia ao Estado e agora todos impostos incidem sobre o serviço".

Os trechos concedidos estão entre os municípios de Nova Mutum (264 km da Capital) e Santa Rita do Trivelato (445 km da Capital) na MT-235 de Lucas do Rio Verde (354 km) ao distrito de Ana Terra, em Tapurah (433 km da Capital) pela MT 449/338/484 e mais dois trechos que ligam Sorriso (430 km de Cuiabá) a Ipiranga do Norte (cerca de 440 km da Capital), MT-242/492 e de Sorriso a Nova Ubiratã (502 km de Cuiabá) na MT-242/497/140.

De acordo com a administradora FPS Concessionária, responsável pelo trecho da MT-235, cerca de mil veículos trafegam diariamente pela rodovia e cerca de 20 funcionários estão disponíveis para atender a demanda diária. O administrador e engenheiro da Intervias responsável pela MT-242/497/140, Lourival Rodrigues da Silva, 65% dos usuários são de carga, ou seja, dos 1,1 mil veículos, 715 carros são carretas. Ainda segundo o ele, os motoristas não reclamaram do reajuste porque tiveram tempo para planejar e devido à conservação das estradas, que diminuem os prejuízos para os veículos e o tempo de viagem.

O diretor de Logística da Associação das Transportadoras de Cargas de Mato Grosso (ATC), Maurício Galvão, concorda que o pagamento de pedágio compensa pela qualidade das estradas, mas afirma que os valores cobrados deveriam ser menores. "O pedágio é bom, mas não com esses preços. Como pagamos por eixo (rodas), ao somar o total, o valor fica elevado", afirma ao comentar que as encarregadoras (tradings) não arcam com os custos dos pedágio.
Autor: Laís Costa Marques
Fonte: A Gazeta

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