Transporte ferroviário de açúcar cresce 90% na região de Rio Preto/SP
27 de dezembro de 2010

A movimentação ferroviária de açúcar na região de Rio Preto, operada pela ALL (América Latina Logística), cresceu 91% este ano em relação a 2009.

Os dados correspondem ao terceiro trimestre, que em 2010 atingiu o volume de mais de 260 mil toneladas – no mesmo período do ano passado, não ultrapassou 140 mil.

Para suportar o aumento na produção de açúcar na região, um novo terminal de carregamento foi construído em São José do Rio Preto, totalizando um investimento de R$ 6,3 milhões. Além disso, a ALL fez melhorias em infraestrutura e um novo desenho de pátio no terminal de Fernandópolis, que teve aporte de R$ 3,8 milhões. “Não seria possível transportar esse volume se não fossem feitos todos os investimentos em terminal e infraestrutura ferroviária”, diz o gerente da unidade de Produção da ALL em Araraquara, Régis Peixe.

Desde que assumiu o controle da Brasil Ferrovias (Ferroban, Ferronorte e Novoeste) em maio de 2006, a ALL adotou uma série de ações para aumentar a produtividade e a segurança da operação ferroviária de cargas no estado de São Paulo.

Já foram investidos mais de R$ 500 milhões na malha paulista, distribuídos em novos ativos, como locomotivas e vagões, além de melhorias na estrutura de via permanente. A empresa realizou uma reforma completa na malha com substituição de 700 mil dormentes e de 60 mil toneladas de trilhos.

A malha era composta por trilhos perfil 50. Atualmente, grande parte dela já tem o perfil 60, mais robusto, resistente e com maior capacidade de carga. Para dar mais estabilidade na movimentação dos trens, a empresa colocou também na malha seis mil vagões de pedras.

No trecho entre Santa Fé do Sul a Itirapina, que inclui a cidade de Rio Preto, a substituição completa de 600 km dos trilhos está em fase de conclusão. Especificamente entre Boa Vista e Santos, a ALL deve aplicar, até o final de 2010, R$ 70 milhões a mais do que estava previsto no orçamento anual.

A concessionária está substituindo 75 mil metros de trilhos e 105 mil dormentes; nivelando o trecho e aplicando mais de 320 mil grampos de fixação de trilhos com o objetivo de garantir a segurança da operação.

Por conta de uma malha totalmente renovada, o volume dos produtos transportados para o Santos está em franca expansão. Entre 2000 e 2009, o volume de produto sentido exportação cresceu 663%, saindo de pouco mais de dois milhões de toneladas para aproximadamente 15 milhões.

O market share, que era de apenas 12% antes de a ALL assumir, saltou para 20%. De acordo com o Plano Nacional de Logística de Transportes (PNLT), a participação das ferrovias no País deve alcançar 35% nos próximos 15 anos.

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