Safra de algodão gera 3 mil empregos na agricultura familiar
6 de dezembro de 2010

Com o status de segundo maior produtor de algodão do país, atrás apenas do Mato Grosso, o Estado da Bahia possui uma área total de 280 mil hectares, dos quais 264 mil estão na região Oeste e 16 mil hectares na sudoeste – em torno de 3 mil hectares da agricultura familiar -, gerando R$ 190 milhões de impostos para o estado. Na Fenagro, evento que aconteceu até domingo (05), no Parque de Exposições de Salvador, através da cadeia produtiva do algodão, todas as ações desenvolvidas com a cultura são evidenciadas, desde o plantio até a comercialização.

Demonstrações de manejo do cultivo, conservação e acompanhamento na preparação do solo, subsolagem e água, utilização do caroço do algodão para fabricação de tortas para a alimentação de animais, artesanatos produzidos com o algodão, transporte, consultoria gerencial na colheita e os resultados exitosos de pesquisa, assistência técnica e extensão rural são atividades apresentadas pela Secretaria da Agricultura (Seagri), através dos técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. (EBDA), no espaço da feira, destinado ao algodão.

De acordo com o técnico da EBDA e coordenador do programa estadual do algodão, Ernesto Ledo, apesar da área plantada pela agricultura familiar, na região sudoeste, ser pequena em relação ao total da área plantada no Estado, gera emprego proporcionalmente igual ou superior à área empresarial. Enquanto a Agricultura Familiar gera um emprego/hectare, a cotonicultura empresarial gera um emprego a cada 27 hectares.

“Nessa safra (2010/11), o algodão já gerou 3 mil empregos para a agricultura familiar, podendo chegar, ao final da safra, perto dos 20 mil empregos. O nosso objetivo, nos oito dias de Fenagro, é trocar informações com todos os envolvidos com a cadeia, mostrar as ações desenvolvidas na busca da consolidação desse processo, e gerar conhecimento técnico-científico que possa contribuir com o desenvolvimento das regiões produtoras”, disse Ernesto Ledo.

Segundo o presidente da empresa, Emerson Leal, a cadeia produtiva do algodão é a que mais gera empregos, no Estado, perdendo apenas para a construção civil. “A geração de postos de trabalho, nessa cultura, vai desde o plantio até o posto de venda do produto final, na loja; o volume de recursos gerado ativa a economia regional, passando pela mão de muitas pessoas, incluindo dos setores de fiação e tecelagem”, explicou o presidente.

Para a safra 2010/11, foi assinado, em setembro, um convênio entre a EBDA e a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), para custeio de despesas relativas ao preparo do solo, por subsolagem, gradagem e nivelamento de 618 hectares, onde beneficiará 309 agricultores familiares, que serão cadastrados e selecionados para participarem do programa, nos municípios de Malhada, Iuiú, Palmas de Monte Alto e Guanambi.
Além da EBDA e Abapa, o stand da cadeia produtiva do algodão conta com participação da Bonfim Indústria Algodoeira Ltda (BIAL).

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