'Fator China' puxa cotações de soja e milho em Chicago
16 de novembro de 2010

A China continua a mostrar sua força na formação dos preços dos principais grãos negociados no mercado internacional. Na sexta-feira, diante da especulação de que o país poderia elevar sua taxa básica de juros, as cotações de soja, milho e trigo despencaram na bolsa de Chicago. Ontem, depois que nada de diferente aconteceu com os juros e o sentimento do mercado voltou a ser de que a demanda do gigante seguirá aquecida, o trio voltou a subir.

A alta do trigo foi discreta, mas as valorizações de soja e milho foram consideráveis, ainda que não tenham sido da mesma envergadura dos tombos do fim da semana passada. Para analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires, a erosão de sexta-feira embutiu uma correção das condições sobrecompradas de fundos de investimentos, apesar de os fundamentos permanecerem "altistas" para os grãos.

No mercado de soja em Chicago, os futuros para março (segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez) fecharam a US$ 12,9375 por bushel, ganho de 16,75 centavos de dólar em relação à sexta-feira, quando a queda foi de 70 centavos, limite máximo permitido em um dia.

Cálculos do Valor Data mostram que, em 2010, a alta acumulada passou a ser de 23,39%. No milho, a segunda posição (março) subiu ontem 21 centavos de dólar, após baixa de 30 cents na sexta, e fechou a US$ 5,69 por bushel. No ano, o salto chega a 34,12%.
Autor: Fernando Lopes
Fonte: Valor Econômico

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