CNA reduz estimativa de crescimento do PIB do agronegócio
10 de outubro de 2008

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reduziu a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio em 2008 de 12% para 9,5%.

A entidade informa que, caso os preços das commodities continuem a cair, e a crise mundial confirme o “arrocho” na oferta de crédito, haverá desaceleração ainda este ano.

Até mesmo a valorização do dólar pode ser uma preocupação para o setor. “A elevação do dólar frente ao real pode não compensar o aumento dos insumos”, afirma a assessora técnica da CNA, Rosemeire Santos. Para ela, a disparidade entre preços agrícolas e custos de produção, como acorreu em 2004 e 2005, pode trazer conseqüências graves de renda, com o agravante, desta vez, de uma escassez de crédito para financiamento da produção.


“A diminuição da oferta de crédito já vinha ocorrendo, mas se agravou com a crise”, disse Rosemeire. Em relação à cotação do dólar, ela considera que um ponto de equilíbrio estaria em torno de R$ 1,80. Hoje a moeda americana fechou cotada a R$ 2,17, após mais dois leilões realizados pelo Banco Central.


Apesar desses impactos previstos, a estimativa da CNA mostra que o desempenho do agronegócio em 2008 ainda será muito positivo. O PIB vai superar em cerca de 9,5% a marca de R$ 582,6 bilhões de 2007, quando apresentou crescimento de 7,88% em relação ao ano anterior.

 
Agência Brasil

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