Produtores de algodão do MT projetam expansão
17 de setembro de 2010

Os produtores de algodão, que também plantam soja, estão aguardando o início das chuvas para que até janeiro a oleaginosa seja colhida e em seguida plantada a semente da fibra. Segundo o presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Gilson Pinesso, a estiagem ainda não causa preocupação ao setor produtivo, mas se até o final de setembro não chover a produção poderá ser comprometida. A estimativa da associação é de 380 mil hectares sejam semeados após a colheita da soja. Ao todo, a previsão é de que 2010/2011 tenha um incremento de cerca de 30% na área, alcançando 540 mil hectares em todo o Estado. Gilson Pinesso diz que o entusiasmo dos produtores é decorrente da valorização do produto, que em 20 agosto estava contado em R$ 60 a arroba e na última semana atingiu R$ 71/arroba, um aumento de aproximadamente 20% em menos de um mês, influenciado pela falta de estoques no Brasil e em todo o mundo. "Os produtores viram que há demanda e vão investir para atender o mercado".

As vendas futuras do algodão já comprometem 320 mil toneladas a serem produzidas e por isso não há chances, de acordo com Pinesso, de que haja excesso de oferta e assim, retração nos preços. Quanto aos custos, calculados em US$ 1,9 mil/ha, Pinesso diz que não há tendência de alta.


Autor: Laís Costa Marques

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