Petrobras mantém produção de Cascade/Chinook para final de 2010
15 de setembro de 2010

 A Petrobras mantém para o final do ano a entrada em produção dos campos de Cascade e Chinnok, no Golfo do México, mas não sabe quando poderá completar a sua campanha de perfuração de poços interrompida pela moratória decretada pelos Estados Unidos para a região após o acidente da BP.

A empresa conseguiu completar a perfuração dos dois poços existentes cinco dias antes do presidente Barack Obama proibir mais perfurações no local, que permitiu a complementação dos poços, informou o gerente de projeto da Petrobras America, subsidiária norte-americana da Petrobras, Cesar Palagi.

"O impacto da moratória é na campanha dos poços adicionais...evidentemente outros poços serão perfurados nesses campos (Cascade e Chinook), mas isso vai depender do resultado da moratória, do tempo e da nova regulamentação," disse o executivo a jornalistas, informando que não há um número pré-determinado de poços que ainda serão perfurados.

"Vai depender do desempenho de cada um desses poços (já perfurados) a gente vai gradativamente colocando mais poços para atingir a capacidade do reservatório", complementou.

Em apresentação no evento Rio Oil and Gas, Palagi explicou que a estrutura de produção está preparada para 8 poços, mas que pode ser dobrada para 16 poços se for necessário.

"...Podemos ir a 16 poços, mas esperamos que não precise disso para produzir 80 mil barris diários", disse referindo-se à meta de produção que corresponde à capacidade da plataforma flutuante (FPSO) que em breve será instalada nos dois poços já perfurados.

Por ser a primeira unidade flutuante na região, não havia regulamentação para a instalação da unidade, o que foi sendo construído em negociações entre a Petrobras com autoridades norte-americanas, ao mesmo tempo em que o projeto é desenvolvido.

Assim que for interligada aos poços, a FPSO BW Pioneer vai produzir a uma profundidade de 2,5 mil metros.

"É a primeira vez que estamos implantando um projeto dessa complexidade fora do Brasil", disse Palagi, afirmando que outras empresas do Golfo podem também começar a utilizar FPSOs, que facilitam a retirada em casos de furacões, muito comuns no Golfo.

Descobertos em 2002 (Cascade) e 2005 (Chinook), a Petrobras assumiu a operação dos dois campos em 2006. Além desses campos a empresa possui participação em vários outros blocos e produz cerca de 5 mil barris diários de óleo equivalente no campo de Cottonwood.

"Este projeto está abrindo novas fronteiras para águas ultra-profundas em todo mundo e estamos interagindo com o Brasil porque vai trazer bastante conhecimento ao pré-sal do Brasil," disse Sérgio Porciúncula, executivo da equipe de Palagi também em palestra na Rio Oil and Gas.

(Reportagem de Denise Luna)

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