Dnit deve fazer nova licitação para Ferronorte
24 de agosto de 2010

A concessão da obra da Ferrovia Vicente Vuolo, no trecho de 200 quilômetros que interligará Rondonópolis e Cuiabá, sob responsabilidade da América Latina Logística (ALL), será transferida para outra empresa, ainda não contratada.

A informação foi repassada pelo presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, na manhã de ontem, durante a 67ª Semana Oficial da Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Soeaa) e o 7º Congresso Nacional de Profissionais de Engenharia,Arquitetura e Agronomia (CNP), realizado no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. “O Conselho da ALL aprovou a devolução da concessão da Ferronorte”, declarou.

Mas, segundo o presidente do Comitê Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo, a transferência da concessão não foi formalizada, embora deva acontecer ainda neste semestre. “Confirmei hoje com um dos diretores [Noboru Ofugi] da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) que não foi assinado nada, mas a tendência é que isso aconteça, está muito próximo de um entendimento”.

As negociações direcionam para um acordo com a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S/A, vinculada ao Ministério dos Transportes, que contratou as obras da Ferrovia Norte-Sul. “O presidente da Valec já esteve em Cuiabá e sinalizou de forma positiva sobre assumir essa obra”.

Vuolo acrescenta que na semana passada houve uma reunião entre representantes do Comitê Pró-Ferrovia e o governador Silval Barbosa, quando foi solicitada a intervenção do governo para acelerar o processo de conclusão da ferrovia.

Entre as exigências, se aguarda um posicionamento da ALL sobre a data de finalização do segundo trecho, entre Rondonópolis e Cuiabá. “Não queremos que a ferrovia chegue a Rondonópolis sem data marcada para ser concluída até Cuiabá”.

O primeiro trecho, entre Alto Araguaia e Rondonópolis, deve ser finalizado até o final deste ano. Por enquanto, foram investidos R$ 691 milhões, e a continuidade da ferrovia até Cuiabá deve exigir a aplicação de mais R$ 700 milhões.

Na avaliação de Pagot, em 2018 a Ferronorte pode sair de Cuiabá até o médio-norte mato-grossense, onde se encontra com a Ferrovia Centro-Oeste, que por sua vez ligará Lucas do Rio Verde a Vilhena (RO). “A Ferronorte ficou anos parada, sem contribuir com o desenvolvimento de Mato Grosso, mas agora avança para Rondonópolis”. No ano passado, o Dnit aprovou 12 mil quilômetros de ferrovia, num novo plano ferroviário.
Autor: Silvana Bazani
Fonte: Folha do Estado

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