Exportações do agronegócio apresentam redução de 3,6% em MT
12 de agosto de 2010

As exportações do agronegócio de Mato Grosso diminuíram 3,6% entre janeiro e julho deste ano, em relação a igual período de 2009. O total de produtos embarcados alcançou US$ 5,2 bilhões, enquanto no ano anterior chegava a US$ 5,4 bilhões. A redução, segundo o economista especialista em comércio e exterior, Vitor Galesso, se deve, principalmente, ao preço desvalorizado da oleaginosa no mercado externo. Conforme o levantamento de julho divulgado nessa quarta-feira (11) pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as exportações do grão também reduziram.

Enquanto neste ano os embarques do complexo de soja (grãos, óleo e farelo) totalizaram US$ 3,9 bilhões, referentes a 10,6 milhões de toneladas, no ano anterior as exportações somaram US$ 4,4 bilhões, de 11,3 milhões de toneladas.

Já o milho apresentou alta de 12,32% nos embarques internacionais, isso porque as exportações subiram de US$ 289 milhões (1,7 milhão de toneladas) para US$ 325 mi (1,8 mi/t). No entanto, é o complexo de carnes que vem se destacando nas exportações do agronegócio com aumento de 44,76%, de US$ 437 mil (180 mil/t) para US$ 633 mil (232 mil/t). As exportações da carne bovina aumentaram 47%; de frango, 44%; e a suína, 22%. Mas o economista alerta que a carne de gado continua com o maior percentual nas exportações do complexo. Ele ressalta que o ideal seria o aumento dos embarques de carnes suínas e de aves. "São produtos que conseguimos agregar valor, desde a alimentação dos animais - com o milho produzido no Estado - a industrialização".

Julho - Considerando somente o sétimo mês do ano a queda nas exportações do agronegócio mato-grossense foi de 12,83%, de US$ 897 milhões para US$ 782 milhões.

Nacional - De janeiro a julho de 2010, na comparação com o acumulado de 2009, as exportações do agronegócio brasileiro tiveram alta de 12,1%, somando US$ 42,302 bilhões. As importações também apresentaram variação positiva (36,7%), totalizando US$ 7,211 bilhões. O saldo comercial aumentou de US$ 32,4 bilhões para US$ 35 bilhões.


Autor: Vívian Lessa

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