Arroz segue desvalorizado no Rio Grande do Sul
11 de agosto de 2010

A comercialização do arroz, no Rio Grande do Sul, está seguindo o mesmo ritmo do ano passado. A safra deve ter uma quebra. Apesar disso, o preço do grão não reage.

A comercialização de arroz no Rio Grande do Sul está no mesmo ritmo do ano passado. Até agora os produtores venderam 34% da colheita. Walter Arns é produtor e presidente da Associação dos Arrozeiros em Uruguaiana, a 630 quilômetros de Porto Alegre. O produtor vendeu parte da produção ao preço médio de R$ 25 a saca e mantém o restante estocado, aguardando uma melhoria do mercado. Este ano, a safra gaúcha teve uma quebra de 15% em relação ao ano passado por causa do excesso de chuvas.

“Obviamente que essa quebra enorme de 15% na safra teria que estar refletindo em uma ração mais rápida dos preços. Isso é algo que nos surpreende”, disse Arns.

No mês de julho, os produtores da região de Uruguaiana receberam pela saca do arroz em casca R$ 26,62. O valor está 9,7% abaixo em comparação a julho de 2009. O que poderia ajudar seriam as exportações do arroz brasileiro, mas os negócios por este lado também estão difíceis.

Até julho o Rio Grande do Sul exportou cerca de 174 mil toneladas. No ano passado, no mesmo período, já havia sido exportadas cerca de 362 mil toneladas do grão. O motivo, segundo o Irga, Instituto Rio-Grandense do Arroz, é um mercado internacional reprimido.

"O mercado internacional desabou de preço de patamares de US$ 900 para menos de US$ 500. Está na faixa de US$ 460 a US$ 470 hoje. E o câmbio tem nos dificultado enormemente a nossa vida, tirando a competitividade, aliás, de todos os setores exportadores. Então, com câmbio baixo e o mercado internacional com os patamares que estão, nós esse ano, vamos exportar menos”, previu Rubens Silveira, diretor comercial do Irga.

O Rio Grande do Sul produz 61% da safra nacional de arroz.

Globo Rural

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