DuPont e JBS firmam parceria de olho no mercado de biodiesel brasileiro
28 de julho de 2010

A DuPont e a JBS buscam a liderança, no Brasil, na produção do catalisador metilato de sódio, utilizado na indústria de biodiesel. Segundo Vinícius Soares, diretor executivo da Divisão de Soluções Químicas da DuPont para a América Latina, a aceitação do modelo de negócio, a confiabilidade na entrega, além da superioridade ambiental do produto, vão determinar a velocidade de crescimento. "O mercado vai indicar o avanço. Aspiramos a liderança o mais rápido possível", afirma.

A parceria JBS e DuPont - que surgiu quando a Bertin entrou para o grupo JBS no fim do ano passado - rendeu a construção de uma planta em Pirapozinho, no interior de São Paulo, com capacidade de processar anualmente 60 mil toneladas de metilato de sódio. "A Bertin já trabalhava com biodiesel e tinha negociado com a DuPont", diz José Luiz Medeiros, diretor de Novos Negócios da JBS.

A unidade de Pirapozinho começou a operar com metade da capacidade no dia 1º de julho. "Inicialmente, vamos analisar o mercado para expandir a produção", afirma Soares, que também considera possível, a partir dessa primeira planta, investimentos em novas unidades, em outros estados.

A vantagem ambiental do produto da DuPont, segundo Soares, está na não utilização de água. "Não usamos células de mercúrio na produção do metilato de sódio", afirma.

De acordo com Soares, a fábrica em Pirapozinho coloca a empresa como pioneira na produção em larga escala do produto. "Este ano devemos produzir 45 mil toneladas de metileno de sódio, volume necessário para atender a produção de 2,3 bilhões de litros de biocombustível estimado para 2010."

Dupont no mundo

A DuPont informou ontem que seu lucro no segundo trimestre quase triplicou em decorrência de uma expansão de vendas de dois dígitos em todos os cinco segmentos em que atua. O lucro líquido da terceira maior fabricante de produtos químicos nos Estados Unidos cresceu para US$ 1,17 bilhão, ou US$ 1,26 por ação, ante US$ 417 milhões, ou US$ 0,41 por ação, um ano antes. Se excluídos itens não recorrentes, o lucro foi de US$ 1,17 por ação.


DCI - Diário do Comércio & Indústria
Autor: Alécia Pontes

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