Agronegócio abocanha 98% das exportações mato-grossenses
11 de junho de 2010

As exportações do agronegócio mato-grossenses foram responsáveis por 98% do valor embarcado nos primeiros 5 meses deste ano. De um total de US$ 3,776 bilhões negociado pelo Estado no mercado internacional no período, US$ 3,704 bilhões foram provenientes do campo. O montante é 4,75% maior que o contabilizado em igual período de 2009, quando US$ 3,536 bilhões foram movimentados pelo agronegócio. O complexo soja continua sendo o carro-chefe das vendas estaduais, liderando a lista dos mais exportados com o envio de 7,366 milhões de toneladas, seguida da carne bovina e cereais.

A liderança porém, não significa que o grão tenha garantido bons resultados para os empresários do segmento. A exportação de todo o complexo reduziu de 5,829 milhões de toneladas para 5,5 milhões/t. A renda gerada com as vendas teve uma leve queda, baixando de US$ 2,758 bilhões entre janeiro e maio do ano passado, para US$ 2,747 bilhões este ano. Apesar de não parecer uma cifra considerável, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Seneri Paludo, explica que com a desvalorização do dólar frente ao real, a rentabilidade do produtor ficou comprometida. "Ano passado uma saca saía por até R$ 38, este ano sai por R$ 27."

O saldo da balança comercial mato-grossense registrou queda de 9,86% com relação ao saldo da balança até maio de 2009, quando US$ 3,750 bilhões eram a diferença entre a exportação e importação. Este ano esta diferença caiu para US$ 3,380 bilhões. Mas não foram as exportações que caíram, mas as importações que aumentaram cerca de 68% e de US$ 235,198 mil passou para US$ 396,690 mil. As exportações neste intervalo aumentaram 5,59%, de US$ 3,576 bilhões em 2009 saltou para US$ 3,776 bilhões.

O presidente em exercício da Federação das Indústrias de Mato Grosso, Jandir Milan, atribui ao dólar a alta nas importações. Ano passado, como dólar estava mais caro, os importadores de insumos agrícolas deram preferência aos produtos nacionais. "Com o dólar mais que R$ 2 em 2009, os insumos importados foram substituídos pelos produzidos aqui. Este ano os produtores voltaram a importar".

Em maio os valores exportados foram menores do que em abril, mas superiores aos de maio do ano passado. Com relação a abril, maio exportou 3,3% a menos, caindo de US$ 923,1 mil para US$ 892,338 mil. Em contrapartida, sobre maio de 2009, houve um acréscimo de 2,13% na comercialização, que no ano passado ficou em US$ 873,649 mil.

Gazeta Digital - Cuiabá.
Autor: Laís Costa Marques

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