Plantio de trigo no Rio Grande do Sul está atrasado
7 de junho de 2010

O plantio de trigo no Rio Grande do Sul está atrasado. O excesso de umidade no solo e o baixo preço do grão no mercado desaceleraram os trabalhos no campo.

Na região norte do Rio Grande do Sul pelo menos 10% da área prevista deveria ter sido semeada. A chuva do último mês deixou o solo muito úmido. Por isso, os agricultores não querem investir na incerteza.

Mas não é só o clima que preocupa o produtor. O monitoramento de pragas é outro problema que pode atrasar o plantio.

A praga mais comum é o coró, uma larva branca que fica escondida na terra. Ela come as raízes da planta. Para descobrir se ele está no solo, o técnico da Emater Darci de Ré faz um teste simples. Com uma enxada, ele analisa uma área de um metro quadrado. Se no local aparecer mais de cinco corós é preciso fazer tratamento.

"Ele pode atenuar o problema tratando a semente com inseticida. Trata a semente e planta. Então, ele pode ter uma lavoura normal, sem tanto ataque dessa praga", explicou o técnico.

Na propriedade em Jacutinga, o agricultor Gilson Lodea teve sorte. O ataque dos corós não é grande. Mas como o preço da saca está bem abaixo do esperado, de R$ 21,00, Gilson disse que vai reduzir a área em 30%.

"É muito abaixo do preço mínimo o preço do trigo hoje praticado no mercado. Então, não compensa", falou o agricultor.

Segundo a Conab, o Rio Grande do Sul deve reduzir em 12% a área plantada com trigo nesta safra.

Globo Rural

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