Milho: Indicador Campinas já sobe 4% neste mês
18 de maio de 2010

Especulações quanto ao clima e à possibilidade de intervenção governamental via leilões de PEP (Prêmio de Escoamento do Produto) e Pepro (Prêmio Equalizador pago ao Produtor) têm proporcionado recuperação aos preços do milho. No Centro-Oeste, pesam as estimativas de quebra da produtividade da safrinha devido à seca e, no Paraná, há o temor de que geadas também venham a reduzir a oferta esperada para a colheita de meio de ano. Na parcial do mês, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas-SP) acumula alta de quase 4%, fechando a R$ 18,75/saca de 60 kg nessa segunda-feira. Dados do USDA divulgados na semana passada apontam crescimento de 3,5% na produção mundial na safra 2010/11 e de 2,3% no consumo, o que fará com que os estoques de passagens subam 4,9%, podendo limitar os reajustes. Entre os principais produtores, há expectativa de redução da oferta somente no Brasil, de 4,7%. A demanda também cresceria em praticamente todos os grandes consumidores. Para o Brasil, o aumento é estimado em 3,9%, chegando a 48,3 milhões de toneladas. Como as exportações brasileiras devem continuam acima de 7 milhões de toneladas, os estoques tenderiam à redução, podendo, neste caso, sinalizar reações de preços.

Cepea/Esalq

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