Carga de energia cresce menos que o PIB no semestre
26 de setembro de 2008

A carga de energia no Brasil cresceu 2,7% no primeiro semestre de 2008, em relação ao mesmo período de 2007, para 51.721 megawatts médios, informou o Operador Nacional do Sistema (ONS) nesta sexta-feira. O crescimento percentual da geração no Sistema Interligado Nacional (SIN) ficou abaixo do forte aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do País, de 6% no mesmo período.

"Na indústria, a modernização do parque produtivo através de investimento em máquinas e equipamentos tem proporcionado um uso mais racional e eficiente de energia elétrica", afirmou o ONS em nota. Segundo o operador, as mudanças no comportamento do consumidor e o alto preço da energia no mercado de curto prazo - que reduziu a demanda de indústrias eletrointensivas -, além de alterações no parque industrial também influenciaram.

Outro fator que causou uma geração menor relativamente ao PIB foi o alto custo da energia no mercado de curto prazo.

"Enquadram-se nessa situação algumas indústrias eletrointensivas que acabaram por reduzir a produção, implicando em menor demanda por energia elétrica."

Ainda segundo o ONS, o consumo industrial de energia de alguns setores também foi influenciado pela greve dos auditores da Receita Federal, entre os meses de março e maio, "que afetou o fluxo de matérias primas importadas para a produção".

No consumo residencial, verifica-se o efeito da mesma eficiência dos equipamentos registrada na área industrial.

"Verifica-se uma conscientização maior da população que tem sido corroborada pela compra de bens de consumo duráveis de maior eficiência energética, com destaque para aqueles certificados com o "Selo PROCEL", afirmou o ONS, destacando ainda que o peso do custo de energia no orçamento das famílias tem contribuído para redução do consumo de energia.

Sudeste/Centro-Oeste puxa carga
Segundo o ONS, o crescimento na carga brasileira no semestre foi influenciado pelo subsistema Sudeste/Centro-Oeste, com participação de 60% na carga do SIN, cujo crescimento no semestre foi de 2,1%.

Mas o maior aumento percentual na carga ocorreu na região Norte, de 3,9%, para 3.616 megawatts médios.

No Nordeste, a carga aumentou 3,6%, para 7.459 megatts médios, enquanto no Sul ela subiu 3,5%, para 8.742 megawatts médios.

Outras Notícias
16/10/2015 Mudança no PIS/Cofins vai aumentar custos para produtores ru...
16/10/2015 ANTT define medidas para isenção de pedágio para eixos suspe...
16/10/2015 Dólar dita ritmo da venda do milho em Mato Grosso
16/10/2015 Monitoramento da Adapec mostra baixa incidência da ferrugem ...
16/10/2015 Cananéia, uma das referências do sistema brasileiro de defes...
HISTÓRIA | SERVIÇOS | LOCALIZAÇÃO | FALE CONOSCO | WEBMAIL
Todos os Direitos Reservados © 2026