Milho, soja e trigo têm forte baixa em Chicago
18 de setembro de 2008

Novamente tragadas pelas incertezas que se espalharam pelos mercados globais, as principais commodities agrícolas negociadas no mercado internacional (milho, trigo e soja) registraram fortes quedas ontem (16).

Na bolsa de Chicago, referência global de preços mais importante para os três produtos, as baixas registradas ficaram em torno de 5%.

Entre os contratos futuros de segunda posição de entrega, normalmente os que apresentam maior liquidez, o maior tombo de ontem em Chicago foi o do milho. Os papéis para março caíram 30 centavos de dólar (5,17%) e fecharam a US$ 5,5025 por bushel.

É o menor valor desse papel em 11 meses para contratos de segunda posição, porém, é o menor preço desde a semana passada, quando a posição era ocupada pelos papéis para dezembro.

A forte retração colaborou para a maior baixa do índice CRB de commodities desde dezembro. Segundo a agência Bloomberg, desde que atingiu seu pico histórico, neste ano, a baixa do milho já chega a 33%. Para a soja a situação não é muito diferente: do pico até agora, a baixa atinge 31%.

Ontem, em Chicago, os contratos da soja de segunda posição (janeiro) perderam 55,50 centavos de dólar (4,65%) e fecharam a US$ 11,3925 por bushel. Neste caso, é o menor nível da segunda posição desde dezembro de 2007, de acordo com cálculos do Valor Data.

No trigo, a segunda posição (março) recuou 37 centavos, para US$ 7,12 por bushel - menor valor desde agosto de 2007.

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