À espera da aprovação do Cade, BRF projeta aumento da produção
26 de março de 2010

A Brasil Foods espera finalizar até o fim de 2010 um plano de investimentos para os próximos cinco anos. O desenvolvimento do plano depende da aprovação da união entre Sadia e Perdigão pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A expectativa da companhia é que o Cade decida sobre a fusão ainda neste primeiro semestre.

O copresidente do Conselho de Administração da BRF, Nildemar Secches, disse que a expectativa inicial é que a taxa de crescimento do volume de produção da companhia gire em torno de 10% ao ano pelos próximos cinco anos.

O executivo ressaltou que as operações ainda estão separadas, aguardando a decisão do Cade, mas que neste mês a companhia já indicou quais executivos e gerentes deverão continuar após a fusão - o que, segundo ele, já levou à saída de alguns funcionários do quadro da companhia.

Secches fez questão de ressaltar que as sinergias existentes entre as duas empresas não levarão a demissões no chão de fábrica, uma vez que, mesmo antes da fusão, a Sadia já havia iniciado investimentos para ampliar a produção.

"Tínhamos uma preocupação com as culturas diferentes das empresas. Mas ambas têm origem parecida, em Santa Catarina, e as culturas são muito semelhantes. Isso facilita muito a integração", disse. Até agora, o Cade autorizou a união da parte financeira, das operações no exterior, das operações de compra de insumos e a comercialização conjunta de carnes in natura no mercado doméstico.

O mercado externo se mostra como a principal possibilidade de crescimento para os próximos anos, segundo Secches. O executivo lembrou que 42% do faturamento da companhia vêm de fora do Brasil. Indicou que a própria produção da empresa no exterior poderá aumentar e lembrou da aquisição da holandesa Plus Foods pela Perdigão, em 2006.

Sobre a futura decisão do Cade, Secches frisou que não há pressão para uma solução rápida. Segundo ele, o mercado exige uma definição para que se possa estabelecer qual nível de sinergia. A empresa, porém, aguarda o ritmo de decisão do conselho. "Às vezes fica a impressão de que nós achamos que o Cade está enrolando, mas sabemos da complexidade do processo. O Cade tem o tempo dele", acrescentou Secches, que não acredita em concentração excessiva em nenhum dos mercados considerados relevantes pela companhia.


Valor Econômico
Autor: Rafael Rosas, do Rio

Outras Notícias
16/10/2015 Mudança no PIS/Cofins vai aumentar custos para produtores ru...
16/10/2015 ANTT define medidas para isenção de pedágio para eixos suspe...
16/10/2015 Dólar dita ritmo da venda do milho em Mato Grosso
16/10/2015 Monitoramento da Adapec mostra baixa incidência da ferrugem ...
16/10/2015 Cananéia, uma das referências do sistema brasileiro de defes...
HISTÓRIA | SERVIÇOS | LOCALIZAÇÃO | FALE CONOSCO | WEBMAIL
Todos os Direitos Reservados © 2026