Usinas já preparam colheita para 1ª quinzena de abril
18 de março de 2010

A semana foi marcada por clima quente e seco no Estado. Praticamente não choveu e a temperatura ficou elevada durante todo o período, com máximas atingindo 35,9 graus em Iguape; 35,8 graus em Presidente Prudente; 35,1 graus em Votuporanga e 34,9 graus em Garça.

Com essas condições, a evapotranspiração do solo ficou em torno de 4 milímetros, reduzindo o total de água disponível para as plantas.

Algumas regiões como Barretos, Campinas, Franca, Ilha Solteira, Taubaté, Ribeirão Preto e São Carlos encontram-se com boa disponibilidade hídrica e o solo está acima de 60% da capacidade de armazenamento. Entretanto, neste mês, a chuva vem diminuindo de volume e ocorrendo de forma mais espaçada na maioria dos municípios, como Jaboticabal, São José do Rio Pardo e Votuporanga e o solo está com baixa capacidade de armazenamento, em torno de 20% do total.

Nesses municípios, não é possível o manejo do solo e a irrigação é necessária para as hortaliças. As pastagens diminuem a produção de massa verde, diminuindo a oferta de pasto para o gado. Com a redução dos pastos, o pecuarista não consegue manter o boi gordo por muito tempo e, consequentemente aumenta a oferta de boi no mercado, reduzindo o preço da arroba.

Na maioria das regiões produtoras de cana, as usinas se preparam para colheita, começando pelas áreas que foram colhidas na safra passada. No norte paulista, mais quente, os canaviais estão em estado mais adiantado de maturação e a colheita deve começar até a primeira quinzena de abril. O preço do etanol para usinas recuou nas últimas semanas e o efeito já pode ser sentido pelo consumidor de álcool combustível.

Com o excesso de chuvas nas lavouras de cana, a safra passada foi menor e sobrou muita cana no pé, mas os usineiros foram recompensados pela exportação do açúcar, que elevou os preços do produto.

O clima seco favoreceu a colheita da acerola em Junqueirópolis e do caqui em Mogi das Cruzes e Piedade, mas a produtividade é baixa, por causa do excesso de chuvas na floração e desenvolvimento dos frutos. O clima também favoreceu a colheita do girassol em Bariri e Tupã e do milho verde em Piracicaba e Jaci. Os citricultores de Mogi-Guaçu, Casa Branca e Itápolis também se preparam para o início da safra, mas com as chuvas frequentes na época da floração e formação dos frutos, os citricultores estão preocupados com baixa produtividade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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