Petróleo fecha em baixa em NY por redução da demanda
10 de setembro de 2008

Os preços do petróleo terminaram em baixa nesta quarta-feira (10) em Nova York, ao fim de uma sessão volátil influenciada pela preocupação dos investidores com sinais de uma diminuição da demanda e com a redução de produção anunciada pela Opep e dos estoques petroleiros nos Estados Unidos.


Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em outubro fechou negociado a US$ 102,58, uma queda de US$ 0,68 em relação a terça-feira.


A sessão foi bastante volátil, marcada pela cotação do Brent abaixo dos US$ 100 pelo segundo dia consecutivo. Na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, o barril do tipo Brent do mar do Norte para entrega em outubro perdeu US$ 1,37, encerrando a sessão a US$ 98,97.


"Os investidores abandonaram o mercado petroleiro em ritmo acelerado", constatou Antoine Halff, da Newedge group.

 

  Demanda

Os operadores reagiram a uma redução da demanda anunciado pelo Departamento de Energia (DoE) dos EUA em seu relatório semanal.


Nas quatro últimas semanas, os americanos consumiram uma média de 20,1 milhões de barris diários em produtos derivados do petróleo, uma diminuição de 3,8% em relação ao mesmo período de 2007. O consumo de gasolina, principalmente, caiu 2,1%.


Constatação semelhante foi registrada pela Agência Internacional de Energia (AIE), que reduziu sua previsão de demanda mundial de petróleo para 2008 e 2009.


Os estoques de cru, gasolina e produtos destilados caíram na semana passada nos Estados Unidos, o que de modo geral é um sinal de que o mercado não está suficientemente abastecido.


Entretanto, vale lembrar que a semana que registrou estes números foi marcada pela passagem do furacão Gustav pelo Golfo do México e pelo sul dos EUA, o que provocou a interrupção total da produção na área (1,3 milhões de barris).


A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), por sua vez, decidiu cortar seu "enorme" excesso de produção para evitar "uma queda brutal dos preços", explicou nesta quarta-feira o secretário-geral do cartel, Abdalah El Badri.

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