Falta de pesquisa torna pinhão-manso inviável para biodiesel
23 de fevereiro de 2010

Passado o momento de euforia, onde o pinhão-manso foi apresentado como a melhor alternativa para a produção de biodiesel, as pesquisas avançaram e demonstram que se não houver um melhoramento genético na planta, a produção comercial pode não ser tão rentável quanto se imaginava.

Para o pesquisador Dílson Cáceres, da Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integrada), os últimos resultados das pesquisas com o pinhão-manso para a produção de biodiesel são desanimadores.

“Individualmente as árvores até que se apresentam com boa produção, mas quando transformamos em um plantio comercial, surgem uma série de problemas. Inclusive já tem vários produtores abandonando o plantio do pinhão-manso”, comenta.

Entre os problemas detectados, está a falta de uniformidade na maturação, inviabilizando a colheita mecanizada, quanto a feita manualmente. O aparecimento de doenças desconhecidas, torna o controle fitossanitário difícil aos produtores. Além disso, em algumas regiões, os pés com três anos de idade, apresentam baixa produtividade.

Para Cáceres, uma saída para tornar viável comercialmente o pinhão-manso é o desenvolvimento de novas variedades da planta, mais adaptáveis às condições climáticas do País e com alta produtividade, além de serem mais resistentes ao aparecimento de doenças.

A demora por resultados consistentes sobre o manejo adequado e as regras de plantio se deve ao fato do pinhão-manso ser uma cultura perene.

“Acreditamos que os primeiros dados da pesquisa sejam levantados dentro de cinco anos, no mínimo. Enquanto isso, estamos desenvolvendo um banco de germoplasma para selecionar as variedades mais promissoras para o plantio em escala comercial”, explica o pesquisador Bruno Laviola, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Agroenergia, em Brasília (DF).

A Embrapa e a ABPPM (Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão-Manso), fecharam um acordo para a criação de áreas experimentais de plantio, onde todo o manejo será orientado pelos pesquisadores e fornecer dados sobre o andamento da cultura aos técnicos. É mais uma tentativa de adiantar as pesquisas para tornar a cultura do pinhão-manso rentável e viável a produção de biodiesel, que hoje recebe 80% de sua composição vinda do esmagamento da soja.

Campo News
Autor: Bruno Sales

Outras Notícias
16/10/2015 Mudança no PIS/Cofins vai aumentar custos para produtores ru...
16/10/2015 ANTT define medidas para isenção de pedágio para eixos suspe...
16/10/2015 Dólar dita ritmo da venda do milho em Mato Grosso
16/10/2015 Monitoramento da Adapec mostra baixa incidência da ferrugem ...
16/10/2015 Cananéia, uma das referências do sistema brasileiro de defes...
HISTÓRIA | SERVIÇOS | LOCALIZAÇÃO | FALE CONOSCO | WEBMAIL
Todos os Direitos Reservados © 2026