Arroz registra queda de 7,9% em Mato Grosso
10 de setembro de 2008

Ao contrário do que ocorreu com o milho, a produção de arroz em Mato Grosso fechará em queda, como apontavam os levantamentos anteriores divulgados pela Conab. Este ano, o volume produzido está estimado em 680,9 mil toneladas, uma retração de 7,3% sobre a anterior, de 734,4 mil (t). O recuo é devido à queda na área plantada de 14,8%, que baixou 280,3 mil hectares na safra 2006/2007 para 238,9 mil na atual.


Apesar da redução, o presidente do Sindicato das Indústrias de Arroz de Mato Grosso (Sindarroz), Joel Gonçalves Filho, afirma que a quantidade de arroz produzida no Estado é suficiente para o consumo local, estimado em 220 mil toneladas por ano. Ele diz que não há problema de abastecimento à população, mas sim às indústrias estaduais, que somam 28 em operação que juntas têm capacidade para beneficiar 1 milhão de toneladas anualmente. "O problema fica para as indústrias que estão fechando as portas e trabalhando com 60% de ociosidade".


Do total produzido em Mato Grosso e subtraindo o consumo local, Gonçalves Filho, explica que 30%, o equivalente a 138 mil (t) são vendidos em casca para indústrias localizadas em Rondônia, Goiás e interior de São Paulo. Outros 70% o que totaliza 322 mil (t) são negociados já embalados com estes mesmos locais e outros Estados da região Nordeste. "O volume que temos estocado nas unidades de beneficiamento atualmente é em torno de 80 mil toneladas, o que daria para abastecer o mercado por dois meses e meio", diz ao acrescentar que a quantidade é reposta de acordo com a necessidade.


Mesmo que o ano agrícola feche negativo, o presidente diz que para a safra 2008/2009 as perspetivas são boas e a cultura deve apresentar um incremento na produção entre 5% e 8%, já que os preços estão atrativos. Segundo ele, a saca com 60 kg está sendo vendida por uma média de R$ 40 enquanto que no ano passado estava em torno de 30%, uma diferença de 33,3%. "Com estes preços, o produtor voltará a plantar, já que existem no mercado variedades mais resistentes e que podem ser plantadas em áreas já abertas".

 
A Gazeta

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