Soja é amaeaçada por mudanças climáticas
10 de setembro de 2008

A soja vai sofrer uma redução considerável de área em Mato Grosso até o ano 2070. Em seguida acontece o mesmo com o milho e o algodão. Já outras culturas como a cana-de-açúcar e a mandioca crescerão em áreas para as regiões Nordeste e Sul do país. Essas são só algumas das tendências para a agricultura mato-grossense contidas no estudo "Aquecimento global e a nova geografia da produção no Brasil", que será apresentado hoje, pela manhã, no seminário "Mudanças Climáticas", promovido pelas Organizações Não-Governamentais (ONGs): Instituto Centro de Vida (ICV); Instituto Socioambiental (ISA) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).


Quem apresenta e explica alternativas para o público-alvo (fazendeiros, empresários, lideranças indígenas; agricultores familiares; lideranças locais e indígenas e pesquisadores) é o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Informática Agropecuária), Giampaolo Pellegrino.


Ele apresenta o resultado de um estudo de vários anos feito pela empresa, em conjunto com a Universidade de Campinas (Unicamp), que consistia em trabalhar cenários futuros com dados de clima e solo passados, desde 1996. Mas, com o advento das Mudanças Climáticas, a pesquisa acabou por resultar numa publicação que também leva em conta o que isto muda para mais de 30 culturas agrícolas em cenários otimistas e pessimistas até o ano 2070. Em Mato Grosso, além da soja, café, cana, mandioca, algodão e milho, foram estudadas mais 3 culturas: arroz, feijão e girassol.


Essas culturas, conforme o estudo, são as mais representativas do país em termos de área plantada. Juntas com gado de corte e pastagem, correspondem a 86,17% de área no total. Daí a importância para se fazer algo para buscar a sustentabilidade agora. Nesse sentido a Embrapa, junto com os governos estaduais e ONGs buscam fazer, cada qual a sua parte. A Embrapa orienta suas linhas de pesquisa para encontrar alternativas ao problema; as ONGs ajudam a disseminar essas descobertas e os governos devem criar políticas públicas para incentivar o uso dessas alternativas por parte dos agricultores e a outros atores do processo como empresários e líderes locais e indígenas.


 

 

A Gazeta

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